Lavaredo


domingo, 1 de abril de 2018

DUVIDA.

Não acredito em Bruxas, mas será que as há?


Desde 2014 que quando se aproxima um grande evento e faço questão em ir, acontece sempre algo que condiciona ou impede a minha presença.

Foi assim nas 3 tentativas de conclusão do Tor des Geants em 2014, 2015, 2017.

 Foi assim no 4 K em 2016.
Tor des Geants 2014

Foi assim no Lavaredo Ultra Trail em 2016.
Foi assim na Extreme Gerês Maratthon de 2017

Será assim no PTGA no próximo mês.

Será assim na Sky Maratthon Serra Amarela.

Será assim no Estrela Grande Trail.

Destes eventos todos, os únicos que “não tive culpa” (estava muitíssimo bem preparado), foram os dois primeiros TdG. 2014 e 2015.


Tor des Geants 2015
Em 2014, um pouco antes de chegar aos 200 km, uma escorregadela numa descida de grande inclinação, originou uma rotura no quadríceps da perna direita. Resultado: abandono prematuro

Em 2015, parti para Itália com uma vontade “louca” de me “vingar” do insucesso do ano anterior. 100% preparado. Só que ninguém previa que o S. Pedro fosse tão implacável. De tal maneira implacável (-21º nos picos por onde fui passando), que a organização viu-se forçada a suspender definitivamente o evento depois de duas interrupções de 5 e 4 horas e depois de ter transportado para o hospital mais de 80 atletas com hipotermia.


Tor des Geants 2017
Em 2017, depois de 8 meses de treino cumprindo rigorosamente o plano traçado, 9 dias antes do início da prova, 1 de Setembro de 2017, no final de um dos últimos treinos de relax, uma rotura num dos gémeos, levou a que tivesse que fazer um “contra-relógio” de fisioterapia. Uma mazela que em circunstancias normais levaria um mês a soldar, fui com 6 sessões de fisioterapia, 9 dias após a rotura.

Claro que sabia que não iria chegar ao fim, mas a despesa estava toda feita e lá vai ele e no dia 10 de Setembro, na companhia da minha filha Célia Sampaio e companheiro (estes dois para me darem assistência), lá estava-mos na partida. Infelizmente apenas deu para subir 3 dos 25 picos com cerca de 2800 metros de altitude. Encostei às “boxes” incapaz de dar mais um passo…


Tor des Geants 2017
Em 2016, com um tendão (supraespinhoso) partido/rebentado, na companhia da minha filha Célia Sampaio, lá estávamos nós em Cortina d’Ampezo para iniciar e fazer os 120 km de Lavaredo Ultra Trail…. O ombro apenas permitiu que chegasse-mos aos 77 km. Por solidariedade, a Célia desistiu também…


Lavaredo Ultra Trail 2016
Nesse mesmo ano (2016) Janeiro, quando ainda estava “direitinho”, inscrevi-me para além do Lavaredo Ultra Trail, também para o 4 K.

Prova semelhante ao Tor des Geants, no mesmo percurso mas com sentido contrário e com mais cerca de 20 km (350 km).

Quando regressei de Lavaredo em Junho, tratei logo que me operassem. Fui operado no dia 24 de Julho, entrando em recuperação.

Claro que quando parti em Setembro para Itália ainda não estava minimamente em condições de concluir uma monstruosidade de prova. Mas também a despesa estava feita lá vai ele na companhia do meu amigo Diogo Simão (que completou essa prova).


4 K 2016
E no dia certo, lá estava-mos os dois na companhia da Inês (mulher do Diogo), que foi dar assistência ao marido e se eu “tivesse pernas” a mim também, partindo logo rumo aos 3.300 metros 10 Km mais à frente.

Só tive “gasolina” para 44 km. Quando cheguei aos 41, tive que retirar a mochila das costas,que pesava cerca de 7 kg e levá-la na mão.


4 K 2016
O ombro já não admitia nada em cima dele…

Em Dezembro de 2017, já recuperado e preparado da rotura agravada após Itália, 6 dias antes da Extreme Gerês Maratthon (27de Novembro), uma gastroenterite, levou-me a ir passar a noite ao hospital para levar soro.

Dia 28, ao fim da tarde nova visita ao “hotel de Sta. Luzia”, para levar mais soro. Dia 28 29 e 30, só consegui beber alguns (poucos) líquidos.


Extreme Gerês Maratthon 2017
Na manhã de dia 1 de Dezembro, às 9horas da manhã este menino estava na partida daquela que é a mais difícil maratona do Mundo, com menos 3 kg de peso e um copo de sumo de laranja no estômago…

Mas na companhia da Fernanda Esteves que estava tão debilitada quanto eu (pelo caminho vomitava-mos à vez.. ora agora vomito eu ora agora vomitas tu…), lá chegamos ao fim depois de mais de 6 horas palmilhando caminho.


Extreme Gerês Maratthon 2017
2018. Depois do Foz Côa Trail Adventure que correu 5 estrelas, estava entusiadíssimo para participar no PTGA (200 km), foi acontecer mais este percalço:

Fractura maléolo externo e rotura do ligamento deltoide imobilizada com placa e parafusos… impedindo-me de ir correr correr o PGTA o Sky Maratthon Serra Amarela e o Estrela Grande Trail.

Esta fractura ocorreu 6ª feira dia 13…. Perante tudo o que acabei de relatar, cheguei à conclusão de que 
Afinal há mesmo “bruxas”!


Gondar Rota das Capelas 2018
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Tor des Geants 2017

Tor des Geants 2015

Extreme Gerês Marathon 2017

Extreme Gerês Marathon 2017

Tor des Geants 2014

Tor des Geants 2015


Gondar Rota das Capelas 2018
Extreme Gerês Marathon 2017
Lavaredo Ultra Trail 2016
4 K 2016
Extreme Gerês Marathon 2017


Tor des Geants 2015
Lavaredo Ultra Trail 2016

Quim Sampaio – Ultra Trailer

19/04/2018

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