Lavaredo


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Um pouco do meu palmarés

UM POUCO DO MEU PALMARÉS.
Data de Nascimento:  19/12/1946

Quando era menino e queria estudar após a conclusão do ensino primário, os meus pais não o permitiram. Tinha cinco irmãos mais novos e o dinheiro apenas dava para se comer sopa dia após dia, ano após ano.

Nesse sentido, com apenas 11 anos e 35 kg de peso foi comprado um bilhete de comboio em Vila Nova de Cerveira e fui “despachado” para Lisboa, para trabalhar. Era uma boca a menos e sempre havia mais uns míseros escudos mensais a entrar em casa de meus pais.


Não tive adolescência, passei de menino a homem. Mas tive sonhos como qualquer menino, adolescente ou adulto. O meu sonho consistia em poder tornar-me num campeão a nível de desporto. Sonhei poder ser um grande futebolista, ou um grande jogador de hóquei patins, ou ainda um grande ciclista.


E com esse sonho sempre presente os anos foram passando, até que, com 16 anos surgiu a oportunidade de ingressar numa grande empresa de Telecomunicações. A função era percorrer a cidade de Lisboa em cima de uma bicicleta 8 horas/dia, entregando telegramas.


Claro que aproveitei logo essa oportunidade porque poderia ter finalmente oportunidade de construir a tal carreira de campeão.


Em 1963 comprei uma bicicleta de corrida topo de gama, tendo custado 4.300$00 (21.50€) Ficando a pagar uma prestação mensal de 150$00 (0.75€). Ingressei numa equipa de ciclismo (Marconi), tendo passado pouco tempo depois às competições. Percorri o país todo a competir em circuitos e corridas de estrada. Ganhei algumas, proporcionei a que colegas de equipa ganhassem outras e, sobretudo, contei sempre para a classificação da equipa.


Apesar da minha aparente fragilidade “escondia” uma força incrível e depressa me impus. O meu principal trunfo eram as subidas. Recordo-me ainda (com saudade) da última corrida que fiz, tendo na minha “roda” o saudoso Joaquim Agostinho que se viu “grego” para me acompanhar na subida da Serra do Arestal. Seguiram-se as equipas do Belenenses, Atlético e Benfica. Esta última muito pouco tempo. Tinha acabado de assinar contrato quando fui chamado para o serviço militar, tendo sido colocado na Figueira da Foz.


Aos fins-de-semana, aproveitava para treinar, fazendo a viagem Figueira da Foz/Lisboa e volta. 


Após fazer a recruta e tirar a especialidade, fui mobilizado para a guerra colonial em Angola.  por esse motivo, terminou aí a minha carreira de ciclista.


Quando mais de 3 anos depois regressei da guerra, não me senti com coragem para recomeçar, acabando aí a minha (curta carreira) de ciclista. Com 23 anos iniciei uma longa carreira de xadrezista competindo em Portugal e alguns países Europeus. Foram 17 anos encerrado em espaços fechados durante cerca de 4 horas, com uma média de 16 Atletas a fumar, muitas das vezes em simultâneo (eu consumia 100 maços de tabaco/mês). Aos 39 anos (apenas fumava cerca de 30 cigarros/dia) rompi drasticamente com o tabaco. Nem mais um cigarro.


Troquei o tabaco pelo Atletismo! E em boa hora o fiz. Comecei a correr sendo treinado por um treinador profissional, obtendo rapidamente bons resultados desportivos.


Desde essa altura, ganhei praticamente tudo que havia para ganhar, participei em centenas de competições. Entre elas vou destacar apenas algumas que considero mais importantes:


6 – Meias maratonas da Nazaré (a mais antiga meia maratona de Portugal)


13 – Meias maratonas de Lisboa


7 – 20Km de Cascais


6 – Meias maratonas de Sevilha (recorde pessoal 1h17


5 – Meias maratonas de La Guardia (ganhei 4)


4 – Subidas (24 km) ao ponto mais alto da Península Ibérica (ganhei uma)


4 – Maratonas País Basco


5 – Maratonas na Serra de Guadarrama (maratona de montanha mais difícil do Mundo, ganhei uma)


13 – Participações em Terras de Aventura/Desafios xxxx


2 – Vezes Campeão Nacional de Montanha (tendo numa das vezes vencido com um pleno nas classificativas, 12 corridas, 12 vitórias.)


2 - Maratonas de estrada.


Vários Trails e Ultra Trails em Portugal e Espanha. (Rio da Fraga 3,  Galinheiro 3,  1 Courel,  1 Ilha de Arousa, etc.)


1 - Ultra Trail do Piodão (1º Escalão)


2 - Trilhos do Paleosoico (ambos 1º no Escalão)


1 - Alvarinho Ultra Trail (1º Escalão)


1 – Ultra Maratona de estrada 100 Km (18º geral, 1º no escalão)


1- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 280km, Finisher!!! (11º geral 1º escalão)


1 - LAVAREDO ULTRA TRAIL 119 Km, Finisher (636 geral entre 950)



E por último, o grande sonho da minha vida, o TOR des GEANTS. Apesar de estar muito bem preparado, aos 187 Km’s tive uma lesão, tendo sido retirado da prova. Foi a maior desilusão em toda a minha vida! Um trauma do qual ainda não superei. Por isso, estou a tentar por todos os meios arranjar patrocínios (este blog é um exemplo), que me permitam no dia 13 de Setembro estar na linha de partida em Courmayeur, para completar os 332,530 Km’s.

Independentemente de conseguir ou não os apoios necessários para a participação, a partir do dia 1 de Janeiro próximo, iniciarei a minha preparação sonhando e apostando estar lá!!!!!
De facto comecei a preparação para o TdG no dia 2 de Janeiro e vou mesmo estar em Crourmayeur no dia 13 de Setembro para completar o que fui impedido de fazer em 2014!!!!!


E de facto em 13 de Setembro lá estive à partida, debaixo de muita chuva, muito vento e muito frio. Durante a noite de Domingo para 2ª feira, para além destes 3 factores, apareceu um 4º - a neve – que suspendeu o evento por 3 horas. A meio do dia de 2ª feira foi suspenso por mais 8 horas, tendo sido definitivamente suspenso um pouco depois de recomeçar.

Porque o regulamento não permite, só em 2017 (70 anos de idade) lá estarei na partida de novo!!!

GOSTARIA DE ACRESCENTAR UM EVENTO RELEVANTE NA MINHA CARREIRA DESPORTIVA:

Em 1999 dei início à organização e direcção de 10 corridas de Montanha em Vila Praia de Âncora em que a primeira teve o nome de "MONTES DE STO. ANTÃO A CAMINHO DE CAMINHA", e as restantes nove "MONTES DE STO. ANTÃO - O CALVÁRIO". 
Evento que logo na segunda edição juntou mais de 300 Atletas (o que era um numero muito elevado para a época) chegando a participar mais de 450 Atletas!


Continuando com o enriquecimento curricular, este ano de 2016 mais dois ou três eventos que considero mais importantes:

2º- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 274km, Finisher!!! ( 1º escalão)

Ultra Trail Lavaredo 119 km não finisher devido a lesão (terminei aos 75 km).

4K Alpes Italianos. 349 km não finisher devido a lesão (cirurgia não recuperada)

Campeonato do Mundo de Ultra Trail 85 km sempre a acompanhar o último Atleta

3ª Geres Extreme Marathon. Finisher (1º Escalão)

E para 2017 outros desafios terão lugar, nomeadamente PGTA, Estrela Grande Trail 109 km, Ultra Trail Serra da Freita  100 km,  Tor des Geants, Geres Extreme Marathon, etc.

E já estamos em 2017. Tal como previa no ano passado, desafios de relevo já fiz um:
Peneda Gerês Trail Adventure. 220 km já concluído e finisher.
O ano de 2017 não foi um bom ano em termos desportivos. Fui assolado por várias lesões. Estava em perfeita condição física e anímica para fazer o EGT (109 km). Na subida para a Torre, perto dos 60 km', encontrei um colega sentado numa pedra contorcendo-se com dores. Claro que não mais o deixei até aparecer socorro (apesar da insistência para que me fosse embora) o que aconteceu mais de 2 horas depois. Fiquei pela Torre.

Em Setembro dia 1, depois de ter treinado afincadamente desde o dia 2 de Janeiro para o Tor des Geants e cumprindo religiosamente o plano traçado, Faço uma ruptura no gémeo. Faltavam apenas 9 dias para o grande evento. Fisioterapia, em "dose" industrial, e a 10 de Setembro, perfeitamente convicto que não tinha qualquer hipótese de concluir, lá estive à partida na companhia do Carlos Sá e dos outros 3 Portugueses seleccionados. O gémeo ainda me deixou chegar ao 1º suporte base de vida (50 km). Aí ligaram-me a perna (imobilizando-a e foram levar-me ao início do evento....

Digno de registo, apenas fiz em Dezembro a Extreme Geres Marathon após ter saído de da ruptura no gémeo 10 antes da Maratona. Mas, 5 dias antes de começar, uma gastrenterite deixou-me de segunda a sexta feira a soro e apenas bebidas.
Mas fui finisher apesar de ser mesmo o último atleta a cortar a meta...

Em 2018 fiz e concluí o Foz Côa Douro Ultra Trail, seguindo-se o Trail de Gondar em Abril, em Maio o PGTA 7 dias, em Julho estágio em altitude (falta escolher o local), em Setembro por enquanto é segredo, em Outubro poderá ser novamente o FCDUT e em Dezembro para continuar totalista, a Extreme Geres Marathon...

Devido à fractura da perna/pé em Abril, não concluí o Trail de Gondar e o PGTA...

Continuará....


12 Novembro 2014
actualizado em Abril de 2018




12 Novembro 2014

Quim Sampaio

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019



PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 2019

STAFF
Após um ano de interregno (2018), eis que no passado dia 13 de Abril, volto a ter a honra de ser o “vassoura” das 7 etapas, iniciando esta bela tarefa pelas 17h desse dia.

De salientar que há apenas dois atletas que nas 6 edições participaram em 5. Quim Sampaio (2017 falhou por 15 dias antes ter partido uma perna) e Gerson Silveira. 

1ª Etapa – Ponte Misarela/Gerês, 27 km

Logo após o almoço, o autocarro levou todos os atletas (todos menos 2) até à partida, situada na ponte milenar, Ponte de Misarela. Os dois atletas que não partiram da Vila do Gerês de autocarro, foram o casal Linda Brink / Barry Oven que tinham chegado a acordo com a organização para nesse dia fazerem 100 km.


Linda
Partida da Serra do Larouco, perto de Montalegre às 2 horas da madrugada. hora para chegarem a Ponte de Misarela a tempo de começarem o PGTA. Quando já tinham “palmilhado” 75 Km e tinham ainda 27 para o final, chegaram. Chegaram e partiram logo de seguida.

Tiveram uma recepção calorosa dos atletas que estavam à espera deles para se dar início ao PGTA.Nessa altura reparo que a Linda tinha os dois joelhos ensanguentados, mas um deles bastante maltratado. Com o meu “Portunhês” perguntei-lhe como se sentia, respondeu bem, mas com muita dor. Foi neste momento que me apercebi do enorme erro que cometi ao esquecer-me do frontal.
Em Cabril o Sérgio emprestou-me um, mas tinha a bateria descarregada nem sequer chegou à cascata do Taiti, sendo atravessada de noite às escuras…

Barry
A partida foi dada e como é óbvio ocupo a minha posição, ultimo do pelotão... Logo á minha frente o casal amigo Holandês. Devido aos km percorridos acrescidos com as dores que a Linda sentia, a progressão foi lenta. Raramente conseguia correr.

Já perto da Pedra Bela local onde deixei de levantar as marcações por imposição do STAFF que estava no local. Aqui, creio que foi o Fernando que me emprestou um novo frontal. E esse sim, chegou até final. Foi também aqui que começou a chover bastante, tornando a progressão ainda mais difícil, mas finalmente chegamos à Vila do Gerês...

2ª Etapa – Gerês/Ponte da Barca, 42 km

Melanie e Carla André
Após ter dormido apenas uma parte da noite (1 e às 6hora), eis que às 8 horas é dada a partida em direcção a Ponte da Barca.
À medida que ia levantando as marcações, os atletas da cauda iam-se “revezando” ora uns ora outros isto atá meio da prova. A partir do meio até final, tive a bela companhia de uma atleta Americana: Melanie Owen.



3ª Etapa – Arcos de Valdevez/Arcos de Valdevez, 47 km

Rio Vez
Mais uma vez, Às 8h30 foi dada a partida para um circuito de aproximadamente 47 km, bem “durinhos” …
Foi bastante complicada para mim esta etapa… Depressa passei a ser “vassoura” de mim próprio, pois as marcações ao princípio eram muitas e em locais que o acesso não era muito fácil. Depois de atravessar o Rio Vez, 2 km à frente, começou a chover. Claro que o último atleta cada vez se afastava mais e ainda por cima a chuva engrossava cada vez mais.


Quando cheguei ao primeiro abastecimento, a chuva era muita, o frio, o vento e nevoeiro também. Continuei a subir até Avelar e depois até Lordelo. Ao chegar ao cimo de Lordelo tive a agradável companhia do Sérgio! Seguimos rapidamente até final no encalço da última atleta. Os deuses estiveram connosco no alto de Sistelo. Aí deixou de chover e o sol envergonhado aparecia de quando em vez.
Chegamos finalmente aos Arcos 3 ou 4 minutos depois dos dois últimos atletas: M. Penzen e Karen Penzen.

4ª Etapa – Sistelo/Lamas de Mouro, 23 km

Sistelo
Mais uma alvorada às 6 horas, porque a partida para Sistelo era às 7h30.
Eram 8h30 quando a partida foi dada num cenário do outro mundo. Sistelo, uma das sete maravilhas de Portugal, encanta e deslumbra quem a visita! A subida de 10km até à Branda da Aveleira, fez “estragos” em duas atletas uma Alemã, outra Holandesa. Elas viram que eu era o último e ia cheio de fitinhas, resolveram fazer-me companhia... KKK
À chegada a Lamas de Mouro, tivemos uma recepção por parte dos atletas que já tinham finalizado difícil de descrever. As atletas que tiveram a amabilidade de me acompanhar, foram a Gillian Hannon e Alexandra Malbon.

5ª Etapa – S. Gregório/Melgaço 19 km

Esta etapa, ao 5º dia, foi par descontrair e recuperar forças.
Onde Portugal começa
Corrida em paisagens deslumbrantes por trilhos Espanhóis e Portugueses sendo a maior parte do percurso junto ao Rio Minho, com uma altitude baixa.
Aqui tive a companhia de mais um casal Holandês (Neil Dawson e Lynda Talbot), que me “acompanhou” até à meta. Na parte final da prova, reparo que tinham colocado uma fita de marcação num fio eléctrico que serve para não deixar sair os animais do pasto. Ao tentar retirá-la, ia caindo de costas com o choque que apanhei….

6ª Etapa – Sra. Da Peneda/Lindoso 36,5 km


De novo alvorada às 6 horas para que a partida do santuário da Sra. Da Peneda se desse às 8h30.
Etapa com algumas peripécias. Pouco depois da partida, já quase no cimo da 1ª subida, uma Atleta regressa à partida porque tinha esquecido algo. Espero por ela e seguimos a bom ritmo, avistando dois atletas mais à frente, e quase de seguida foram ultrapassados por ela. Um pouco mais à frente são avistados mais 4 ou 5. Aqui o ritmo já era menor, mas mesmo assim deu para nos aproximarmos um pouco.


Uns 3 km antes de chegar à Gavieira, recebo um telefonema do Carlos Sá que me informa que está uma atleta perdida… Penso que teria saído do trilho provavelmente para ir ao WC e quando regressou já não havia marcações, já as tinha levantado..
Deixei ir embora o atleta que me acompanhava (que eu acompanhava) … , coloquei a mochila no chão e vou para trás à procura dela. Passados mais de 2 km, lá a encontro. Parece que encontrou “deus” pois o sorriso naquela cara cheia de lágrimas, foi de orelha a orelha. Era uma outra atleta! Não falava Português mas uma das poucas palavras que aprendeu,foi "obrigada" que repetiu inúmeras vezes até muito perto da Gavieira.

Ao outro dia, na etapa de Pitões de Júnia a Montalegre, no meio de um estradão estava escrito em letras muito grandes: OBRIGADA. Suponho que era dirigida a mim… Não era Sílvia???
Ao entrar na Gavieira reparo que as marcações eram mesmo muitas, dá ideia que a equipa do Zé Pereira queria “semear” as fitas a ver se nasciam mais…. Kkk.
Com tanta fita para recolher perdi completamente o contacto com a atleta que se tinha perdido.
Cerca de 2 km depois do Suajo, junta-se a mim um novo vassoura, (Tiago Costa) ajudando a recolher as fitas no resto do percurso. Ajuda preciosa!!!


7ª E ultima etapa – Pitões de Júnia/Montalegre, 30.8 km

Quim Sampaio e Sílvia Martins
Pitões de Junia
Sem grande história esta etapa, a não ser pela beleza ímpar desta aldeia Transmontana. É a 2ª aldeia mais alta de Portugal, com os seus 1140 metros.
Tive uma companhia excelente como vassoura a Sílvia Martins. Fez todo o percurso a meu lado.


Obrigado Sílvia.



Eis uma pequena história da minha passagem pelo PGTA 2019.

Carlos Sá
Agora, depois da minha odisseia durante estes 7 dias, queria falar um pouco do evento, colectivamente.
Que hei-de dizer? Apenas que a nível de Trail Runner, é sem qualquer sombra de dúvida, o melhor que em Portugal se faz, a par do Foz Coa Douro Trail Adventure. E não há pontos fracos!

Vamos começar aleatoriamente:

- Os melhores percursos!
- A paisagem mais bela!
- A variedade enorme de percursos diferentes!
- As distâncias adequadas para este tipo de prova (desnível, distância e duração)!
- Abastecimentos regulares com tudo o que o organismo precisa!
- STAFF com profissionalismo e simpatia!
- Marcações irrepreensíveis, sem haver possibilidade de erro!
- Acompanhamento médico, enfermagem e terapeuta durante todos os dias!
- Os melhores hotéis para pernoitar!
- Acima de tudo o profissionalismo, saber e desempenho do Director e organizador do evento, CARLOS SÁ.

Durante estes 7 dias em que há mais de 30 Países, a língua poderia ser entrave, mas não é. Um simples olhar, um gesto com as mãos e acima de tudo O "Portuganhês" que é apanágio de todos os Portugueses, é suficiente para se constituir uma verdadeira família. Acreditem, na hora da despedida, há lágrimas misturadas com os abraços e beijinhos...

Tudo que enunciei, é motivo mais que suficiente, é um apelativo  para que a 7ª edição a realizar em 2020, bata todos os recordes de participantes e Países.

Da minha parte (se for útil), com 73 anos lá estarei de novo, mais que não seja para acompanhar aqueles que não estarão sempre nos “melhores” dias e não se importam de ser os últimos…



Melgaço com energia!!!!

Quim Sampaio – Ultra Trailer
28/05/2019


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O ANO DE TODAS AS "VERDADES"!

Parte do calendário 2019

Já estamos em meados de Março e apenas entrei em dois trail's: Trilhos de Viana e Paleozoico.

Muita ambição para este ano! Poderei ou não concluir o calendário 2019, mas que o vou levar até ao fim, isso levarei.



Segue já no dia 7 de Abril, a Geira Romana

Evento efectuado no único Parque Natural Peneda Gerês.


Neste mesmo Parque, e apenas uma semana depois, terei o Peneda Gerês Trail Adventure que percorre todo o parque. Desde Montalegre até à vila do Gerês.

Vão ser 212 km divididos por 7 etapas em 7 dias, distribuídas da seguinte maneira:



Etapa 1 - Ponte de Misarela - Vila do Gerês    25 km
Etapa 2 - Vila do Gerês - Ponte da Barca    40.320 km
Etapa 3 - Arcos de Valdevez - Arcos de Valdevez    45.730 km
Etapa 4 - Sistelo - Lamas do Mouro    23.160
Etapa 5 - Melgaço - Melgaço   19.220 km
Etapa 6 - Sra. da Cabeça - Lindoso    30.790 km
Etapa 7 - Pitôes de Júnia - Montalegre   33.130 km.

Fantástico evento!!!


Uma semana depois, ou seja 28 de Abril, entre Ambos - os - Rios, II Trail Trilhos Ocultos.

Fui convidado para apadrinhar este 
evento, e foi com muito orgulho que aceitei.


Entra o mês de Maio ( dia 17) e mais um desafio bem "durinho"... 

 Estrela Grande Trail!

Vão ser 80 km percorridos no maior maciço montanhoso de Portugal Continental: Serra da Estrela






Em Maio ficamos por aqui, porque em Junho o desafio vai ser maior, numa das mais difíceis serras de Portugal. Falamos da Serra da Freita.
E no dia 29 lá estarei para tentar fazer os 100 km...

O mês de Julho vai ser um pouco complicado, porque uma semana depois da Serra da Freita (dia 7), fui convidado para Embaixador do 4º Trilho do Pote em Gondar-Orbacém que aceitei também com muito orgulho!



No dia 8 de Julho, partirei para os Alpes Italianos para um estágio durante 2 meses de preparação para aquele que considero o mais duro, o mais lindo e o mais difícil de terminar do Mundo! Tor des Geantes!

No dia 8 de Setembro na companhia de 8 Portugueses e no meio de mais de 900 Atletas de 74 países, lá estarei na partida para tentar pela 4ª vez terminar esse desafio que é o sonho de toda a minha vida!

Meados de Setembro cá estarei de novo e se chegar "vivo" terei ainda vários desafios durante o resto do ano de 2019....

Darei notícias

Quim Sampaio - Ultratreiler

21/03/2019


sábado, 7 de abril de 2018

DEVER CUMPRIDO!


Em Fevereiro de 2018, convidei dois amigos (Zé Pereira e Fernanda Esteves) para me acompanharem num evento em Itália, sendo de imediato aceite. Trata-se do Tor des Geantes Starter, TOTDRET.

Sem pretender subestimar os outros eventos, quero dizer que este ultra trail será, é, o mais duro que conheço. São 134 km com mais de 12.000 D+, com passagem por nove picos com altitudes entre 1.700 e 3.000 m de altitude, havendo distâncias razoáveis onde se corre continuamente nos 2.300 m (o UTMB por exemplo, são mais 35 km mas menos 2.000 m D+, não "andando" pelas altitudes que o TOTDRET anda). 

Sem nenhuma publicidade iniciamos a preparação ainda durante o mês de Fevereiro. Eu e a Fernanda aqui pela Serra de Arga e arredores, o Zé Pereira não fez qualquer preparação...

Estabeleci um plano de treinos que cumprimos escrupulosamente. Bastante difícil diga-se de passagem, mas ficamos em excelente condição física para que o objectivo de ser finalista se concretizasse.
Entre meados de Fevereiro e 6 de Setembro, corremos mais de 1800 Km em mais de 311 horas.

O dia 11 de Setembro chegou, o evento se iniciou e nós lá estava-mos à partida, com a plena convicção que iria-mos ser finalistas.

Como nunca tive problemas com a altitude, nunca pusemos a hipótese de que a Fernanda pudesse vir a ter. No entanto ainda pensamos fazer uns treinos nos Picos da Europa, para testar a reacção física da Fernanda. O projecto foi abandonado por falta de patrocínio...

Até cerca de 2.000 metros de altitude (6.5 km após a partida), tudo correu bem à Fernanda. A partir dessa altitude, à medida que se subia, os problemas (da Fernanda) aumentavam. Depois dos 2.200 metros, as náuseas, as tonturas e os vómitos eram constantes e ainda teria-mos que ultrapassar os 2.777 m altitude do Col de Printer. Foi um autentico martírio essa ultrapassagem.
Aí começou uma longa descida até ao refugio de Champoluc, km 15.9 em cerca de 7,5 horas.

Como não havia condições para continuar, a Fernanda sabiamente optou por terminar ali a sua participação.

Eu segui e como estava absolutamente e totalmente bem, tive uma réstia de esperança de conseguir ultrapassar o ponto de corte situado em Cretaz (Valtournenche) km 35.6 km. Mas para lá chegar, teria que subir dois col (Nanaz 2.773 m e Fontaines 2696 m). Corri muito, mas não "deu"... Tinha-mos 11 horas para chegar ma essa barreira horária. Como nos primeiros 15.9 km gastamos 7,5 horas, restaram-me 3,5 horas para fazer  os 19,7 km restantes. Cheguei 35 minutos após o tempo limite, e barraram-me. Argumentei que me atrasei por ter que prestar auxílio a uma atleta, mas como já tinham lido a pulseira digital, o tempo já estava na base de dados, não poderiam abrir excepção.

Fiquei triste por um lado, por não ter terminado quando tudo apontava para tal, mas muito SATISFEITO e feliz por ter ajudado uma atleta que estava em grandes dificuldades em plenos Alpes.
CUMPRI O MEU DEVER!
O Zé Pereira, homem excepcional e de uma força invulgar, atingiu a meta situada em Courmayeur em 9º lugar da geral.

Teve uma quebra na parte final (era de esperar porque não fez a mínima preparação). Andou até 20 km da meta em 4º lugar, sendo nessa altura ultrapassado por 5 atletas.
O Zé, se tivesse feito uma preparação adquada, não duvido um só instante que seria o grande vencedor do TOTDRET. Parabéns Zé pelo excelente 9º lugar, parabéns Fernanda pelo descerimento de desistires, e parabéns a mim pelo DEVER CUMPRIDO.

Para o ano provavelmente lá estaremos os três!

Quim Sampaio - Ultra Trailer
16/09/2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

PLANOS FUTUROS, MUITO COMPLICADO! 
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   No início do ano planei o que pretendia que fosse o meu “ano desportivo”. Entre outros eventos iria fazer para além do Trail de Gondar e Orbacém – Rota das Capelas do qual era “Padrinho”, o PGTA 8 dias, a Serra Amar(Ela) 48 km e a Serra da Freita.

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Pretendia, mas não aconteceu. E não aconteceu por causa do malfadado dia 13  Sexta Feira do mês de Abri. Nesse dia malvado, quando estava a acabar a marcação do trail de Gondar, aconteceu aquele contratempo da perna/pé partido que levou à intervenção cirúrgica dois dias depois

A dor provocada pela fractura, apesar de intensa ignorei-a. E ignorei-a porque a dor é "psicológica". O que me desesperou foi a impossibilidade de fazer o PGTA e os 48km da Serra Amar(Ela). Penso que só havia dois atletas que eram totalistas do PGTA. Eu e o Gerson Silveira. Um deles já ficou pelo caminho…

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Quanto à Serra Amar(Ela), com a persistência própria de um “adolescente”, com mais ou menos dor, consegui fazer de “vassoura” em companhia da Gi dos 23 km. Deu para “desaguar”…

Então vamos falar falar um pouquito dos 23 km’s. Conhecia integralmente o percurso desde a partida em Ambos-os-Rios até Paradela, desconhecendo totalmente de Paradela até entre Ambos-os-Rios.

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A parte que conhecia, é extraordinária! Tem de tudo: bosque, curso de água, se estivesse em África savana, terreno plano e uma primeira grande subida que nos levou a Ermida, Aldeia linda, totalmente serrana, bem encrostada na vertente Norte da Serra Amarela. Após uma descida em estrada, mais uma subida por um trilho lindíssimo e técnico que termina lá no alto próximo de Germil. De Cabril a Paradela, uma descida compridita por trilho, desembocando numa pequena mas bem acentuado subida que teve que ser vencida.

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Logo após o abastecimento de Paradela, entramos então naquele que é o percurso mágico de todas as distâncias da Serra Amar(Ela)SkyMarathon! Cerca de 4 km’s de trilhos “virgens” que são do outro Mundo. As frequentes trocas de margem, com ou sem ajuda de cordas, a elevação também com a ajuda das mesmas, deixaram-me extasiado. Deixaram a mim e a todas as pessoas com quem falei. De acordo com elas, estarão presentes para o ano e trarão ainda um amigo/a com eles..

Cheguei ao final um pouco incomodado com a “dor” persistente que a partir dos 10 km’s me acompanhou até final, mas valeu a pena! Sei o trabalho enormíssimo que o Carlos Sá e seu STAFF tiveram para pôr esse evento em pé. Não foi fácil, mas valeu a pena. Acredito sinceramente que com alguma promoção/publicidade se tornará no expoente máximo do trail em Portugal. Sucesso garantido.

Parabéns, Carlos Sá















Quim Sampaio – UltraTrailer

21/06/2018