Lavaredo


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Um pouco do meu palmarés

UM POUCO DO MEU PALMARÉS.
Data de Nascimento:  19/12/1946

Quando era menino e queria estudar após a conclusão do ensino primário, os meus pais não o permitiram. Tinha cinco irmãos mais novos e o dinheiro apenas dava para se comer sopa dia após dia, ano após ano.

Nesse sentido, com apenas 11 anos e 35 kg de peso foi comprado um bilhete de comboio em Vila Nova de Cerveira e fui “despachado” para Lisboa, para trabalhar. Era uma boca a menos e sempre havia mais uns míseros escudos mensais a entrar em casa de meus pais.


Não tive adolescência, passei de menino a homem. Mas tive sonhos como qualquer menino, adolescente ou adulto. O meu sonho consistia em poder tornar-me num campeão a nível de desporto. Sonhei poder ser um grande futebolista, ou um grande jogador de hóquei patins, ou ainda um grande ciclista.


E com esse sonho sempre presente os anos foram passando, até que, com 16 anos surgiu a oportunidade de ingressar numa grande empresa de Telecomunicações. A função era percorrer a cidade de Lisboa em cima de uma bicicleta 8 horas/dia, entregando telegramas.


Claro que aproveitei logo essa oportunidade porque poderia ter finalmente oportunidade de construir a tal carreira de campeão.


Em 1963 comprei uma bicicleta de corrida topo de gama, tendo custado 4.300$00 (21.50€) Ficando a pagar uma prestação mensal de 150$00 (0.75€). Ingressei numa equipa de ciclismo (Marconi), tendo passado pouco tempo depois às competições. Percorri o país todo a competir em circuitos e corridas de estrada. Ganhei algumas, proporcionei a que colegas de equipa ganhassem outras e, sobretudo, contei sempre para a classificação da equipa.


Apesar da minha aparente fragilidade “escondia” uma força incrível e depressa me impus. O meu principal trunfo eram as subidas. Recordo-me ainda (com saudade) da última corrida que fiz, tendo na minha “roda” o saudoso Joaquim Agostinho que se viu “grego” para me acompanhar na subida da Serra do Arestal. Seguiram-se as equipas do Belenenses, Atlético e Benfica. Esta última muito pouco tempo. Tinha acabado de assinar contrato quando fui chamado para o serviço militar, tendo sido colocado na Figueira da Foz.


Aos fins-de-semana, aproveitava para treinar, fazendo a viagem Figueira da Foz/Lisboa e volta. 


Após fazer a recruta e tirar a especialidade, fui mobilizado para a guerra colonial em Angola.  por esse motivo, terminou aí a minha carreira de ciclista.


Quando mais de 3 anos depois regressei da guerra, não me senti com coragem para recomeçar, acabando aí a minha (curta carreira) de ciclista. Com 23 anos iniciei uma longa carreira de xadrezista competindo em Portugal e alguns países Europeus. Foram 17 anos encerrado em espaços fechados durante cerca de 4 horas, com uma média de 16 Atletas a fumar, muitas das vezes em simultâneo (eu consumia 100 maços de tabaco/mês). Aos 39 anos (apenas fumava cerca de 30 cigarros/dia) rompi drasticamente com o tabaco. Nem mais um cigarro.


Troquei o tabaco pelo Atletismo! E em boa hora o fiz. Comecei a correr sendo treinado por um treinador profissional, obtendo rapidamente bons resultados desportivos.


Desde essa altura, ganhei praticamente tudo que havia para ganhar, participei em centenas de competições. Entre elas vou destacar apenas algumas que considero mais importantes:


6 – Meias maratonas da Nazaré (a mais antiga meia maratona de Portugal)


13 – Meias maratonas de Lisboa


7 – 20Km de Cascais


6 – Meias maratonas de Sevilha (recorde pessoal 1h17


5 – Meias maratonas de La Guardia (ganhei 4)


4 – Subidas (24 km) ao ponto mais alto da Península Ibérica (ganhei uma)


4 – Maratonas País Basco


5 – Maratonas na Serra de Guadarrama (maratona de montanha mais difícil do Mundo, ganhei uma)


13 – Participações em Terras de Aventura/Desafios xxxx


2 – Vezes Campeão Nacional de Montanha (tendo numa das vezes vencido com um pleno nas classificativas, 12 corridas, 12 vitórias.)


2 - Maratonas de estrada.


Vários Trails e Ultra Trails em Portugal e Espanha. (Rio da Fraga 3,  Galinheiro 3,  1 Courel,  1 Ilha de Arousa, etc.)


1 - Ultra Trail do Piodão (1º Escalão)


2 - Trilhos do Paleosoico (ambos 1º no Escalão)


1 - Alvarinho Ultra Trail (1º Escalão)


1 – Ultra Maratona de estrada 100 Km (18º geral, 1º no escalão)


1- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 280km, Finisher!!! (11º geral 1º escalão)


1 - LAVAREDO ULTRA TRAIL 119 Km, Finisher (636 geral entre 950)



E por último, o grande sonho da minha vida, o TOR des GEANTS. Apesar de estar muito bem preparado, aos 187 Km’s tive uma lesão, tendo sido retirado da prova. Foi a maior desilusão em toda a minha vida! Um trauma do qual ainda não superei. Por isso, estou a tentar por todos os meios arranjar patrocínios (este blog é um exemplo), que me permitam no dia 13 de Setembro estar na linha de partida em Courmayeur, para completar os 332,530 Km’s.

Independentemente de conseguir ou não os apoios necessários para a participação, a partir do dia 1 de Janeiro próximo, iniciarei a minha preparação sonhando e apostando estar lá!!!!!
De facto comecei a preparação para o TdG no dia 2 de Janeiro e vou mesmo estar em Crourmayeur no dia 13 de Setembro para completar o que fui impedido de fazer em 2014!!!!!


E de facto em 13 de Setembro lá estive à partida, debaixo de muita chuva, muito vento e muito frio. Durante a noite de Domingo para 2ª feira, para além destes 3 factores, apareceu um 4º - a neve – que suspendeu o evento por 3 horas. A meio do dia de 2ª feira foi suspenso por mais 8 horas, tendo sido definitivamente suspenso um pouco depois de recomeçar.

Porque o regulamento não permite, só em 2017 (70 anos de idade) lá estarei na partida de novo!!!

GOSTARIA DE ACRESCENTAR UM EVENTO RELEVANTE NA MINHA CARREIRA DESPORTIVA:

Em 1999 dei início à organização e direcção de 10 corridas de Montanha em Vila Praia de Âncora em que a primeira teve o nome de "MONTES DE STO. ANTÃO A CAMINHO DE CAMINHA", e as restantes nove "MONTES DE STO. ANTÃO - O CALVÁRIO". 
Evento que logo na segunda edição juntou mais de 300 Atletas (o que era um numero muito elevado para a época) chegando a participar mais de 450 Atletas!


Continuando com o enriquecimento curricular, este ano de 2016 mais dois ou três eventos que considero mais importantes:

2º- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 274km, Finisher!!! ( 1º escalão)

Ultra Trail Lavaredo 119 km não finisher devido a lesão (terminei aos 75 km).

4K Alpes Italianos. 349 km não finisher devido a lesão (cirurgia não recuperada)

Campeonato do Mundo de Ultra Trail 85 km sempre a acompanhar o último Atleta

3ª Geres Extreme Marathon. Finisher (1º Escalão)

E para 2017 outros desafios terão lugar, nomeadamente PGTA, Estrela Grande Trail 109 km, Ultra Trail Serra da Freita  100 km,  Tor des Geants, Geres Extreme Marathon, etc.

E já estamos em 2017. Tal como previa no ano passado, desafios de relevo já fiz um:
Peneda Gerês Trail Adventure. 220 km já concluído e finisher.
O ano de 2017 não foi um bom ano em termos desportivos. Fui assolado por várias lesões. Estava em perfeita condição física e anímica para fazer o EGT (109 km). Na subida para a Torre, perto dos 60 km', encontrei um colega sentado numa pedra contorcendo-se com dores. Claro que não mais o deixei até aparecer socorro (apesar da insistência para que me fosse embora) o que aconteceu mais de 2 horas depois. Fiquei pela Torre.

Em Setembro dia 1, depois de ter treinado afincadamente desde o dia 2 de Janeiro para o Tor des Geants e cumprindo religiosamente o plano traçado, Faço uma ruptura no gémeo. Faltavam apenas 9 dias para o grande evento. Fisioterapia, em "dose" industrial, e a 10 de Setembro, perfeitamente convicto que não tinha qualquer hipótese de concluir, lá estive à partida na companhia do Carlos Sá e dos outros 3 Portugueses seleccionados. O gémeo ainda me deixou chegar ao 1º suporte base de vida (50 km). Aí ligaram-me a perna (imobilizando-a e foram levar-me ao início do evento....

Digno de registo, apenas fiz em Dezembro a Extreme Geres Marathon após ter saído de da ruptura no gémeo 10 antes da Maratona. Mas, 5 dias antes de começar, uma gastrenterite deixou-me de segunda a sexta feira a soro e apenas bebidas.
Mas fui finisher apesar de ser mesmo o último atleta a cortar a meta...

Em 2018 fiz e concluí o Foz Côa Douro Ultra Trail, seguindo-se o Trail de Gondar em Abril, em Maio o PGTA 7 dias, em Julho estágio em altitude (falta escolher o local), em Setembro por enquanto é segredo, em Outubro poderá ser novamente o FCDUT e em Dezembro para continuar totalista, a Extreme Geres Marathon...

Devido à fractura da perna/pé em Abril, não concluí o Trail de Gondar e o PGTA...

Continuará....


12 Novembro 2014
actualizado em Abril de 2018




12 Novembro 2014

Quim Sampaio

sábado, 7 de abril de 2018

DEVER CUMPRIDO!


Em Fevereiro de 2018, convidei dois amigos (Zé Pereira e Fernanda Esteves) para me acompanharem num evento em Itália, sendo de imediato aceite. Trata-se do Tor des Geantes Starter, TOTDRET.

Sem pretender subestimar os outros eventos, quero dizer que este ultra trail será, é, o mais duro que conheço. São 134 km com mais de 12.000 D+, com passagem por nove picos com altitudes entre 1.700 e 3.000 m de altitude, havendo distâncias razoáveis onde se corre continuamente nos 2.300 m (o UTMB por exemplo, são mais 35 km mas menos 2.000 m D+, não "andando" pelas altitudes que o TOTDRET anda). 

Sem nenhuma publicidade iniciamos a preparação ainda durante o mês de Fevereiro. Eu e a Fernanda aqui pela Serra de Arga e arredores, o Zé Pereira não fez qualquer preparação...

Estabeleci um plano de treinos que cumprimos escrupulosamente. Bastante difícil diga-se de passagem, mas ficamos em excelente condição física para que o objectivo de ser finalista se concretizasse.
Entre meados de Fevereiro e 6 de Setembro, corremos mais de 1800 Km em mais de 311 horas.

O dia 11 de Setembro chegou, o evento se iniciou e nós lá estava-mos à partida, com a plena convicção que iria-mos ser finalistas.

Como nunca tive problemas com a altitude, nunca pusemos a hipótese de que a Fernanda pudesse vir a ter. No entanto ainda pensamos fazer uns treinos nos Picos da Europa, para testar a reacção física da Fernanda. O projecto foi abandonado por falta de patrocínio...

Até cerca de 2.000 metros de altitude (6.5 km após a partida), tudo correu bem à Fernanda. A partir dessa altitude, à medida que se subia, os problemas (da Fernanda) aumentavam. Depois dos 2.200 metros, as náuseas, as tonturas e os vómitos eram constantes e ainda teria-mos que ultrapassar os 2.777 m altitude do Col de Printer. Foi um autentico martírio essa ultrapassagem.
Aí começou uma longa descida até ao refugio de Champoluc, km 15.9 em cerca de 7,5 horas.

Como não havia condições para continuar, a Fernanda sabiamente optou por terminar ali a sua participação.

Eu segui e como estava absolutamente e totalmente bem, tive uma réstia de esperança de conseguir ultrapassar o ponto de corte situado em Cretaz (Valtournenche) km 35.6 km. Mas para lá chegar, teria que subir dois col (Nanaz 2.773 m e Fontaines 2696 m). Corri muito, mas não "deu"... Tinha-mos 11 horas para chegar ma essa barreira horária. Como nos primeiros 15.9 km gastamos 7,5 horas, restaram-me 3,5 horas para fazer  os 19,7 km restantes. Cheguei 35 minutos após o tempo limite, e barraram-me. Argumentei que me atrasei por ter que prestar auxílio a uma atleta, mas como já tinham lido a pulseira digital, o tempo já estava na base de dados, não poderiam abrir excepção.

Fiquei triste por um lado, por não ter terminado quando tudo apontava para tal, mas muito SATISFEITO e feliz por ter ajudado uma atleta que estava em grandes dificuldades em plenos Alpes.
CUMPRI O MEU DEVER!
O Zé Pereira, homem excepcional e de uma força invulgar, atingiu a meta situada em Courmayeur em 9º lugar da geral.

Teve uma quebra na parte final (era de esperar porque não fez a mínima preparação). Andou até 20 km da meta em 4º lugar, sendo nessa altura ultrapassado por 5 atletas.
O Zé, se tivesse feito uma preparação adquada, não duvido um só instante que seria o grande vencedor do TOTDRET. Parabéns Zé pelo excelente 9º lugar, parabéns Fernanda pelo descerimento de desistires, e parabéns a mim pelo DEVER CUMPRIDO.

Para o ano provavelmente lá estaremos os três!

Quim Sampaio - Ultra Trailer
16/09/2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

PLANOS FUTUROS, MUITO COMPLICADO! 
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   No início do ano planei o que pretendia que fosse o meu “ano desportivo”. Entre outros eventos iria fazer para além do Trail de Gondar e Orbacém – Rota das Capelas do qual era “Padrinho”, o PGTA 8 dias, a Serra Amar(Ela) 48 km e a Serra da Freita.

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Pretendia, mas não aconteceu. E não aconteceu por causa do malfadado dia 13  Sexta Feira do mês de Abri. Nesse dia malvado, quando estava a acabar a marcação do trail de Gondar, aconteceu aquele contratempo da perna/pé partido que levou à intervenção cirúrgica dois dias depois

A dor provocada pela fractura, apesar de intensa ignorei-a. E ignorei-a porque a dor é "psicológica". O que me desesperou foi a impossibilidade de fazer o PGTA e os 48km da Serra Amar(Ela). Penso que só havia dois atletas que eram totalistas do PGTA. Eu e o Gerson Silveira. Um deles já ficou pelo caminho…

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Quanto à Serra Amar(Ela), com a persistência própria de um “adolescente”, com mais ou menos dor, consegui fazer de “vassoura” em companhia da Gi dos 23 km. Deu para “desaguar”…

Então vamos falar falar um pouquito dos 23 km’s. Conhecia integralmente o percurso desde a partida em Ambos-os-Rios até Paradela, desconhecendo totalmente de Paradela até entre Ambos-os-Rios.

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A parte que conhecia, é extraordinária! Tem de tudo: bosque, curso de água, se estivesse em África savana, terreno plano e uma primeira grande subida que nos levou a Ermida, Aldeia linda, totalmente serrana, bem encrostada na vertente Norte da Serra Amarela. Após uma descida em estrada, mais uma subida por um trilho lindíssimo e técnico que termina lá no alto próximo de Germil. De Cabril a Paradela, uma descida compridita por trilho, desembocando numa pequena mas bem acentuado subida que teve que ser vencida.

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Logo após o abastecimento de Paradela, entramos então naquele que é o percurso mágico de todas as distâncias da Serra Amar(Ela)SkyMarathon! Cerca de 4 km’s de trilhos “virgens” que são do outro Mundo. As frequentes trocas de margem, com ou sem ajuda de cordas, a elevação também com a ajuda das mesmas, deixaram-me extasiado. Deixaram a mim e a todas as pessoas com quem falei. De acordo com elas, estarão presentes para o ano e trarão ainda um amigo/a com eles..

Cheguei ao final um pouco incomodado com a “dor” persistente que a partir dos 10 km’s me acompanhou até final, mas valeu a pena! Sei o trabalho enormíssimo que o Carlos Sá e seu STAFF tiveram para pôr esse evento em pé. Não foi fácil, mas valeu a pena. Acredito sinceramente que com alguma promoção/publicidade se tornará no expoente máximo do trail em Portugal. Sucesso garantido.

Parabéns, Carlos Sá















Quim Sampaio – UltraTrailer

21/06/2018

domingo, 1 de abril de 2018

DUVIDA.

Não acredito em Bruxas, mas será que as há?


Desde 2014 que quando se aproxima um grande evento e faço questão em ir, acontece sempre algo que condiciona ou impede a minha presença.

Foi assim nas 3 tentativas de conclusão do Tor des Geants em 2014, 2015, 2017.

 Foi assim no 4 K em 2016.
Tor des Geants 2014

Foi assim no Lavaredo Ultra Trail em 2016.
Foi assim na Extreme Gerês Maratthon de 2017

Será assim no PTGA no próximo mês.

Será assim na Sky Maratthon Serra Amarela.

Será assim no Estrela Grande Trail.

Destes eventos todos, os únicos que “não tive culpa” (estava muitíssimo bem preparado), foram os dois primeiros TdG. 2014 e 2015.


Tor des Geants 2015
Em 2014, um pouco antes de chegar aos 200 km, uma escorregadela numa descida de grande inclinação, originou uma rotura no quadríceps da perna direita. Resultado: abandono prematuro

Em 2015, parti para Itália com uma vontade “louca” de me “vingar” do insucesso do ano anterior. 100% preparado. Só que ninguém previa que o S. Pedro fosse tão implacável. De tal maneira implacável (-21º nos picos por onde fui passando), que a organização viu-se forçada a suspender definitivamente o evento depois de duas interrupções de 5 e 4 horas e depois de ter transportado para o hospital mais de 80 atletas com hipotermia.


Tor des Geants 2017
Em 2017, depois de 8 meses de treino cumprindo rigorosamente o plano traçado, 9 dias antes do início da prova, 1 de Setembro de 2017, no final de um dos últimos treinos de relax, uma rotura num dos gémeos, levou a que tivesse que fazer um “contra-relógio” de fisioterapia. Uma mazela que em circunstancias normais levaria um mês a soldar, fui com 6 sessões de fisioterapia, 9 dias após a rotura.

Claro que sabia que não iria chegar ao fim, mas a despesa estava toda feita e lá vai ele e no dia 10 de Setembro, na companhia da minha filha Célia Sampaio e companheiro (estes dois para me darem assistência), lá estava-mos na partida. Infelizmente apenas deu para subir 3 dos 25 picos com cerca de 2800 metros de altitude. Encostei às “boxes” incapaz de dar mais um passo…


Tor des Geants 2017
Em 2016, com um tendão (supraespinhoso) partido/rebentado, na companhia da minha filha Célia Sampaio, lá estávamos nós em Cortina d’Ampezo para iniciar e fazer os 120 km de Lavaredo Ultra Trail…. O ombro apenas permitiu que chegasse-mos aos 77 km. Por solidariedade, a Célia desistiu também…


Lavaredo Ultra Trail 2016
Nesse mesmo ano (2016) Janeiro, quando ainda estava “direitinho”, inscrevi-me para além do Lavaredo Ultra Trail, também para o 4 K.

Prova semelhante ao Tor des Geants, no mesmo percurso mas com sentido contrário e com mais cerca de 20 km (350 km).

Quando regressei de Lavaredo em Junho, tratei logo que me operassem. Fui operado no dia 24 de Julho, entrando em recuperação.

Claro que quando parti em Setembro para Itália ainda não estava minimamente em condições de concluir uma monstruosidade de prova. Mas também a despesa estava feita lá vai ele na companhia do meu amigo Diogo Simão (que completou essa prova).


4 K 2016
E no dia certo, lá estava-mos os dois na companhia da Inês (mulher do Diogo), que foi dar assistência ao marido e se eu “tivesse pernas” a mim também, partindo logo rumo aos 3.300 metros 10 Km mais à frente.

Só tive “gasolina” para 44 km. Quando cheguei aos 41, tive que retirar a mochila das costas,que pesava cerca de 7 kg e levá-la na mão.


4 K 2016
O ombro já não admitia nada em cima dele…

Em Dezembro de 2017, já recuperado e preparado da rotura agravada após Itália, 6 dias antes da Extreme Gerês Maratthon (27de Novembro), uma gastroenterite, levou-me a ir passar a noite ao hospital para levar soro.

Dia 28, ao fim da tarde nova visita ao “hotel de Sta. Luzia”, para levar mais soro. Dia 28 29 e 30, só consegui beber alguns (poucos) líquidos.


Extreme Gerês Maratthon 2017
Na manhã de dia 1 de Dezembro, às 9horas da manhã este menino estava na partida daquela que é a mais difícil maratona do Mundo, com menos 3 kg de peso e um copo de sumo de laranja no estômago…

Mas na companhia da Fernanda Esteves que estava tão debilitada quanto eu (pelo caminho vomitava-mos à vez.. ora agora vomito eu ora agora vomitas tu…), lá chegamos ao fim depois de mais de 6 horas palmilhando caminho.


Extreme Gerês Maratthon 2017
2018. Depois do Foz Côa Trail Adventure que correu 5 estrelas, estava entusiadíssimo para participar no PTGA (200 km), foi acontecer mais este percalço:

Fractura maléolo externo e rotura do ligamento deltoide imobilizada com placa e parafusos… impedindo-me de ir correr correr o PGTA o Sky Maratthon Serra Amarela e o Estrela Grande Trail.

Esta fractura ocorreu 6ª feira dia 13…. Perante tudo o que acabei de relatar, cheguei à conclusão de que 
Afinal há mesmo “bruxas”!


Gondar Rota das Capelas 2018
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Tor des Geants 2017

Tor des Geants 2015

Extreme Gerês Marathon 2017

Extreme Gerês Marathon 2017

Tor des Geants 2014

Tor des Geants 2015


Gondar Rota das Capelas 2018
Extreme Gerês Marathon 2017
Lavaredo Ultra Trail 2016
4 K 2016
Extreme Gerês Marathon 2017


Tor des Geants 2015
Lavaredo Ultra Trail 2016

Quim Sampaio – Ultra Trailer

19/04/2018