Lavaredo


sexta-feira, 20 de março de 2015

UMA PEQUENA CRÓNICA DA MINHA PARTICIPAÇÃO NO PGTA
A FESTA DO ULTRA TRAIL EM PORTUGAL

Eu e Carlos Sá
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Estava há 2 meses atrás a preparar-me para fazer a inscrição no GTA, quando recebo um convite do meu Amigo e grande Campeão Carlos Sá, para fazer o PTGA. Servia como é óbvio para ser um grande treino para o TDG.

Claro que foi com muito orgulho e emoção que aceitei. Não foi preciso alterar o treino diário, porque o PGTA seria a continuação do treino “TDG”…

Eu Christophe la Saux e Xing Hoang
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Chegou o dia 26 de Abril (1ª etapa) e aquela linda Vila Minhota dos Arcos de Valdevez tornou-se pequenina de mais para tantos amantes do Trail Runner! Tive a alegria de encontrar e cumprimentar dois dos Atletas pertencentes ao top ten do Trail Mundial e de quem sou fá. São eles Salvador Calvo vencedor do 1º TDG e com um palmarés inimaginável e Christophe Le Saux duas vezes 2º lugar no TDG e um 3º, para além de o seu palmarés ser do melhor que se possa imaginar. A contagem iniciada
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 por Carlos Sá e entoada por todos os participantes e ao numero zero lá vamos nós percorrendo algumas ruas da Vila, entrando pouco depois na montanha. Estava-mos então a iniciar a grande festa!


Estava perfeitamente confiante que iria fazer um grande evento devido ao trabalho aturado e dedicado da nossa querida amiga Fernanda Verde relativamente a músculos, tendões e articulações, aliando ainda toda a suplementação Herbalife que o Vendedor independente Daniel Araújo me disponibilizou.

Barbara B. e Carlos Sá
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Na posse dessa confiança, comecei então a “subir” brincando com todos os colegas que passava e me passavam! Às tantas, tenho a meu lado a correr uma Jornalista de uma grande rádio nacional (TSF) de gravador na mão para me fazer uma entrevista! Essa Jornalista era Barbara Baldaia que se manteve a meu lado e a correr durante alguns minutos… Foi a primeira vez que fui entrevistado enquanto corria… Há sempre uma 1ª vez…

Os fotógrafos espalhados pela montanha eram mais que muitos e o nosso amigo Miro Cerqueira e sua equipa não poderiam também faltar. Era clic aqui clic acolá, foram muitas as fotos tiradas a todos os Atletas. Só ouvia, “Joaquim Sampaio olha aqui”…Claro que não podia deixar de evocar o nosso visitante natural de Singapura, Peh Siong San! Figura impar, amante da fotografia. Sem medo de errar talvez tivesse sido ele aquele que mais Km correu…

Com Roberto Arneiro
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À medida que o tempo ia passando, a chuva começa a ameaçar acabando mesmo a cair lá para o princípio da tarde. Encontro um Amigo Brasileiro (Roberto Arneiro) com algumas dificuldades em progredir devido a lesão no joelho. Decido então ir com ele até final, tentando dar-lhe ajuda moral e “puxando-o” nos planos e descidas. A subir lá ia indo… Sempre a falarmos de experiencias passadas. A conversa era tão animada que e entusiasmante que quase não dava-mos pelos Km’s passados. A certa altura olho para o relógio e vejo que de acordo com o track (que não tinha carregado), faltavam 4 Km para a meta, dou-lhe mais uma “forcinha”. Passados cerca de 3 km, surpresa das surpresas encontramos o último abastecimento, quando deveríamos estar já na meta! Interroguei os companheiros que me disseram que faltariam ainda uns 10 ou 11 Km’s para a meta!!!

Célia Sampaio
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Lá fomos descendo até ao rio Vez, percorrendo-o pela sua margem direita até à meta, chegando com 51,380 Km!!!! Resultado, andamos os dois mais 10 KM’s!

À nossa espera estava a Celina com os bolinhos de bacalhau, ovos caseiros cozidos, uns bolos feitos pela Célia Sampaio, Margarida Magalhães e outros e ainda uma garrafa com vinho “morangueiro” fresquinho…

2ª etapa dia 27

Castelo de Melgaço
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Fresquinho, apesar dos 51 km do dia anterior, entramos para o autocarro que nos levou até Sistelo. Aí permanecemos cerca de 45 minutos, pois o Salvador Calvo tinha-se “perdido”. Como nunca mais chegava, o Rui decide dar a partida. Lá vamos nós a caminho de Melgaço que nos separam 42 Km. Numa determinada subida em trilho técnico, quase que sou “abalroado” pelo Salvador. Eu seguia numa trotinete, ele num Mercedes… a chegada a Melgaço foi deslumbrante! Aquela eco via na margem esquerda do Rio Minho, permitiu-nos observar uma paisagem fantástica! Depois de acabar a eco via, encontro “pendurada” numas pedras junto ao riacho que mais acima atravessamos, a Fotógrafa Khristen a tirar fotos a quem passava… A meta dentro do Castelo medieval de Melgaço foi a cereja no topo do bolo… O alojamento e jantar no hotel junto às termas de Melgaço foi excelente.

3ª etapa dia 28

Sra. da Peneda
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Pelas 08h30, o autocarro da Camara Municipal de Melgaço leva-nos a uma aldeia “quase” medieval, dona de uma casta de cães pastores únicos no mundo. O cão Castro Laboreiro. Nome do cão e da aldeia… Visitamos o museu e o canil. Em seguida um lanchinho à nossa espera, sendo dada a partida de seguida em direcção à Sra. Da Peneda. Paisagens magnificas durante os 29,740km do percurso! Mais um alojamento, mais um jantar no Hotel da Peneda.

4ª etapa dia 29

Bico do pato
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A festa continua. Apesar de a nível muscular, tendões e articulações estar a 100%, um dedo do pé não se encontrava nas melhores condições. Na 1ª etapa entrou areia para dentro da sapatilha e não foi logo retirada, fez “estragos… A partida é dada em direcção ao Lindoso, passando pelo Suajo, terra dos espigueiros. As paisagens deslumbrantes continuam a desfilar à frente dos nossos olhos, as brincadeiras continuam mas a dorzinha no pé direito também continua a apoquentar-me. Sou “obrigado” a parar no abastecimento do Suajo situado junto a um Café/Tasca e entrar na Ambulância dos Bombeiros para me “repararem” o dedo…
Junto a esse Café, para alem da Ambulância e do abastecimento, encontravam-se meia dúzia de moradores com a sua cervejita na mão e ou copo de vinho. A Ana, comentou com esses moradores o seguinte: Já viram esse Sr. Que está na Ambulância já tem 68 anos e anda aqui como os outros?... Nesse momento há um que sai da porta da tasca e se me dirige com o seguinte comentário: “Oh homem você já não tem idade para andar a correr”….!!!! Claro que a resposta veio de imediato: “Eu não tenho é idade para estar à porta de uma taberna a beber cerveja ou um aguardente”… Claro que ia “dando” uma coisa ao homem… Umas descidas, umas subidas, a travessia da Barragem do Alto Lindoso, e a meta ali mais em cima 34,740 Km após a partida! 

Ponte Romana
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Nesta localidade (Lindoso), fomos distribuídos por várias casas de turismo rural, sendo a nossa (minha e do Mauro) de excelente qualidade. Depois de um banho reparador e jantar, “caminha” o dia seguinte iria ser trabalhoso…

5ª etapa dia 30

O dia nasce e às 09h30 temos uma visita guiada à central eléctrica da barragem. Foi percorrido um túnel subterrâneo com cerca de 1800m de comprimento, terminando num desnível de 380 m abaixo do nível do rio, na sala das turbinas. Depois de cerca de 1h30 visitando os vários departamentos da barragem, saímos em direcção ao Gerês, passando por Lóios (Espanha) com paragem nas termas havendo vários companheiros que tomaram banho. Entretanto o Gerês mais ali em baixo onde fomos encontrar as centenas de companheiros do GTA. De tarde foi preciso “dar uma mãozinha” na entrega de dorsais. Tive a felicidade de entregar o dorsal ao Iker Carrera, mais um grande campeão com quem tinha falado há um mês atrás. Entretanto as 21h chegam e com chuva qb, lá vamos nós percorrer os 14,980 Km’s, e subir os cerca de 2.000 degraus! Fantástico aquele troço! Mas o Carlos Sá pregou-nos uma partida. A meio da escadaria colocou lá uma concertina e uns bombos. Quem não conhecia o percurso estava absolutamente convencidos que junto aos bombos acabariam os degraus. Chegados lá, tivemos outros tantos degraus para subir… Depois foi um saltinho até à meta.

6ª etapa dia 1

Quase queda de água
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Na Vila do Gerês tinha-mos vários autocarros à espera para nos levar até Cabril, local onde começavam os 39,150 Km. Se fosse 6ª feira 13 talvez estivesse mais de acordo com as peripécias de que fui alvo… Apesar de estarmos na 6ª etapa, o meu sistema muscular continuava a 100%. Nesse sentido e como já habitual, comecei a correr “de trás para a frente”. Num determinado trilho muito técnico e escorregadio (descida para se atravessar o Rio Cávado), escorreguei numa lage fazendo mais de 2 metros de Sku… Levantei me e prossegui. 50 metros à frente, ao atravessar o Rio, caí de cima de uma rocha. Resultado andei debaixo de água… saí da posição caricata em que me encontrava e continuei a bom ritmo. Uns km à frente, num trilho ligeiramente a descer com muita lama, dou meia dúzia de saltos em cima da dita cuja, tendo enterrado o pé direito de tal maneira que ao retirar o pé, a sapatilha ficou subterrada… Em suma, tudo me aconteceu. O restante percurso sem mais problemas. O problema maior foi de facto a chuva…

7ª etapa (a rainha)

Eu
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Eram cerca das 07h10 quando foi dada a partida na companhia de muita chuva. A etapa prometia. Era longa, chuvosa, com um desnível razoável e até havia uma barreira horária a ultrapassar. Mas todas essas dificuldades me davam ainda mais animo para continuar a “matar” km… Foram 54,270! Como era habito, lá ia subindo e descendo brincando com todos os companheiros que encontrava, sem prestar qualquer atenção aos km e relógio. Quando cheguei ao abastecimento do km22, parei, comi, bebi, falei sem qualquer pressa. Na saída, a Sra. que estava no abastecimento disse-me que seriam cerca de 7 km a subir até ao próximo abastecimento (onde era feito o contro). Foi nessa altura que olhei para o relógio e vi que tinha apenas 55 minutos para a “barreira se fechar. Graças à condição física em que me encontrava, “desatei” a correr serra acima, ultrapassando e avisando vários companheiros/as do tempo que faltava e “voei” até ao km 29. Cheguei ainda 12 minutos antes de encerrar! Depois de passar o chip, estava descansadinho a comer quando vejo surgir do outro lado do abastecimento os dois Christofe’s logo seguido, entre outros do meu amigo João Colaço. Eles já me tinham ganho 15 Km!!! Os restantes 25 Km’s para a meta decorreram sem qualquer incidente e sem qualquer cansaço, vindo a alcançar o nosso companheiro ZumZum já na Vila do Gerê (tinha sido barrado), atravessando a meta lado a lado!

8ª etapa (consagração)

Abastecimento
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O Domingo chega e com ele a última etapa. Apesar da muita chuva presente à partida (e chegada), lá fomos estrada abaixo até ao início do 1º trilho. Etapa curta (19,320 km) mas com bastante dificuldade devido a vários trilhos com subidas quase na vertical com muita lama e descidas do mesmo grau de inclinação. Como não poderia acabar um evento desta natureza sem trazer uma “medalha” para casa, numa dessas subidas verticais, escorreguei, enfiei o nariz na lama, e fiquei com a mão esquerda e joelho direito a sangrar… Um pouquito mais acima, o rego de água que passava deu para lavar o nariz e desinfectar mão e joelho… Até à meta nada mais de assinalável houve.

Foi esta a minha aventura!

Roberto e outro/a
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Foram 290 Km’s de treino que me deram uma segurança enorme para enfrentar os 332,5 km’ do Tor des Geants!

Foram 8 dias de intensa alegria, de intensa brincadeira, que contribuíram fortemente para cimentar amizades e fazer do grupo PGTA um grupo familiar!!!

Eu
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Obrigado a todos que me “aturaram”! Não vou referir nomes mas fica aqui o meu muito obrigado e quero que saibam que ficam no meu coração!

Ao Carlos Sá aquele abraço e um agradecimento pessoal pela Festa que proporcionou a todos os participantes! ! !

Eu
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Peço a todos os companheiros que comessem já a divulgar este evento para o ano. O Carlos já tem flayers impressos peçam e distribuam-nos. O Carlos Sá merece, O País precisa e o Trail enriquece! Vamos todos contribuir para que este evento se compare aos melhores do Mundo! Tem tudo para que isso aconteça.

Classificação:
1º de escalão M60
11º na geral 53:04:39 16.000 D+

Atravessia de rio
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Paisagem
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Paisagem
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Paisagem
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Quim Sampaio - Ultratrailer
MAT – MELGAÇO ALVARINHO TRAIL

Log MAT
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Realizou-se este fim de semana (31 de Maio), o 1º MAT, c
om organização do Complexo Desportivo e de Lazer de Melgaço, em colaboração com a Melgaço Radical CRL, com o apoio da Câmara Municipal de Melgaço e da Solopisadas.

Rio
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Apesar de conhecer bastante de Melgaço (não tanto como pensava), inscrevi-me para este evento. As perspectivas que tinha do percurso foram amplamente ultrapassadas!!! Os concorrentes encontraram um percurso fora de série!
Aqueles trilhos junto ao Internacional Rio Minho durante cerca de 8 Km, foramfenomenais! Com um “carrossel” constante de subidas a fazer com “tracção às 4”, descidas de “secu”, deixaram-nos boquiabertos.

Subida
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Aos 8 km iniciamos uma “subidita” que dos 50 m altitude nos levou aos 750! Também por ali acima vi “muita gente” que não levava bastões a subir de 4…. E para terminar a subida, aquela escalada nas rochas para chegar ao topo, foi a “cereja em cima do bolo”…

Dali até à meta, uma grande descida passando por locais pitorescos, atravessando pequenas aldeias e imensas vinhas de quintas onde se produz esse elixir dos “deuses” que é o Alvarinho, chegamos às Termas de Melgaço.

3º + 50
Mais uns trilhosinhos que nos levaram de novo junto ao Rio Minho, desta vez a vazante do local onde no começo entramos. A meta estava mais 3 km á frente no Complexo Desportivo de Melgaço, onde nos esperava uma recepção de festa tendo todos os Atletas sido recebidos e cumprimentados pelo grande responsável deste evento, o Companheiro Filipe (Blacbay).

Sendo este companheiro a desenhar o percurso, o resultado só poderia ser o “PARAÍSO na Terra”! Parabéns Filipe, para o ano aí estarei de novo e RECOMENDO a todos os amantes do Trail, que a data do novo Melgaço Alvarinho Trail faça parte do seu calendário de eventos para 2016.







Quim Sampaio – Ultratrailer

quinta-feira, 19 de março de 2015

Mais um excelente artigo do Treinador Alberto Lario
Alberto Lário
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Vale a pena a sua partilha e leitura.
Coisas semelhantes já foram faladas ao longo do tempo aqui neste blog e em outros blog’s também.
Preparação de Atletas para Corrida de Montanha, Trail e Ultramaratonas

UTMB
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As provas de montanha têm uma característica muito própria. Como tal deve-se ter em conta alguns factores determinantes e muito importantes na hora de preparar um atleta para competir neste tipo de provas.


Na minha experiência como treinador de atletas de ultra-maratonas, montanha e trail, cheguei à conclusão que este tipo de competições exige uma quantidade de trabalho de corrida e de fortalecimento muscular muito similar, variando apenas na sua vertente de técnica de corrida.

Para mim, como treinador, o que mais me preocupa quando começo a preparar um atleta para qualquer uma destas três especialidades, embora a base da preparação física geral seja a mesma, as três especialidades devem ter uma preparação técnica diferente, porque devemos separar a ultramaratona, da montanha e do trail, ou ultra-trail.


Ultra Trail Lavaredo
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A ultramaratona é uma especialidade que muitos confundem e que pensam que com um pouco mais de quilómetros é possível conseguir bons resultados neste tipo de provas. Na verdade, se forem provas que não ultrapassem os 50-60 kms não estão muito longe da realidade. Reduzir os ritmos mais altos nos treinos e aumentar um pouco mais a quilometragem pode ser suficiente.

Quando falamos de provas de montanha e ultra-trail temos que ter em conta a dificuldade do solo e a constante variação do percurso, incluído subidas e descidas bruscas. Como nas provas de velocidade de pista, na montanha os atletas têm que fazer grande parte do percurso utilizando o apoio do pé no seu 1/3 anterior, e quase não utilizam o calcanhar para a impulsão, enquanto nas descidas apoiam o calcanhar primeiro e não é necessário o impulso da passada.

Outra característica do corredor de montanha ou trail é o acurtamento da passada, quer a subir, quer a descer zonas muito inclinadas. O movimento de braços também é muito diferente da corrida normal. Ao subir muitas vezes chegam a colocar as mãos sobre os joelhos e noutras situações, colocam as mãos atrás das costas para compensar a inclinação.


Tor des Geants
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Com esta pequena introdução quis diferenciar um pouco a forma de abordarmos o tipo de treino para cada uma das especialidades. Como se pode imaginar, não é um tema para se poder resumir num pequeno artigo, mas, deixo aqui uma informação resumida daquilo que vos poderá ser útil para melhorar as vossas performances e evitar algumas lesões.

Quando iniciamos a preparação, deve-se realizar um período de treino de aproximadamente um mês de preparação física geral, com meios de treino para o desenvolvimento da resistência, força e velocidade. Esta base da preparação é muito importante e também é descurada muitas vezes pelos atletas, podendo comprometer o desenvolvimento normal das restantes etapas de preparação.

Seguidamente, devemos iniciar um período em que se deve trabalhar com mais ênfase a Força. Neste período, deve-se começar a aumentar o volume de quilómetros e ao mesmo tempo conseguir um óptimo nível de força geral, realizando treino de ginásio, escadas, saltos, multi-saltos e rampas, devendo ser trabalhados com assiduidade. Face à especificidade e complexidade deste tipo de trabalho, deverá ser realizado sempre com o conhecimento e a programação de um técnico qualificado.

É muito importante realizar também um trabalho de força global, também para a parte superior do corpo, não esquecendo que o trabalho de braços (no balanço), peitorais, lombares e abdominais (na postura) são fundamentais.


PGTA
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Neste tipo de provas tem que se fazer um trabalho muito importante de fortalecimento da musculatura de suporte das articulações dos membros inferiores, sem descurar os alongamentos que se devem realizar no final de cada treino, de modo a manter a amplitude articular. Para evitar, ou pelo menos tentar proteger do aparecimento de lesões, deveríamos começar sempre com um ligeiro aquecimento de corrida contínua de aproximadamente uns 15 a 20 minutos, seguida de uma sessão de alongamentos, e só depois iniciar o treino específico dessa sessão.

De muitas conversas tidas com atletas de trail, soube que que normalmente só realizam alongamentos antes de começarem o aquecimento para o treino ou para a competição. Quero insistir na necessidade de se realizar um aquecimento completo, prévio a uma competição, mesmo que seja uma caminhada, que deverá ser composto por marcha, ou corrida, e alongamentos. Além disso é importante que o corpo aumente a temperatura e que o ritmo cardíaco se acelere um pouco. Isso vai criar umas condições óptimas de adaptação ao esforço. 

Nestas especialidades de corrida existem muitos temas específicos para explorar, mas ficaram aqui alguns pontos de interesse para o treino, nomeadamente no que diz respeito à etapa inicial da preparação de um atleta, à especificidade do treino técnico, e ao trabalho de prevenção de lesões.

Artigo de: Alberto Lario. Treinador Nacional de Atletismo.


TdG
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Gostaria também de acrescentar algo que considero importante, relativamente ao trabalho que os braços têm que desempenhar sobretudo em ultras com um desnível acumulado elevado e quilometragem longa.

Nestas, o uso do bastão é fundamental. Numa utilização correta, todo o esforço desenvolvido pelos braços, será subtraído às pernas. Por outro lado, poderá ser muito útil em trilhos muito técnicos, ajudando a manter o equilíbrio, evitando a maior parte das vezes a queda.

Há Atletas que não os usam, argumentando que por vezes “estorvam”. É verdade, isso pode acontecer, mas quando encontramos pela frente subidas e descidas de elevada inclinação e com mais de 10 km’s de extensão, eles são absolutamente importantes!


TdG
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Mas reafirmo o que o Alberto Lário disse atrás: O trabalho e fortalecimento da parte superior do corpo (peitorais, lombares, abdominais e braços), são absolutamente importantes!

Os peitorais e lombares, permitem que se tenha uma postura correcta. Todo o trabalho de braços, recai sobre os abdominais . Se tens uns abdominais “fracos”, a força nos braços não será muita também.

Bons treinos, boa preparação!

Quim Sampaio – Ultra Trailer 

quarta-feira, 18 de março de 2015

PTGA (Peneda Gerês Trail Adventure)


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Realizei na semana de 26 de Abril a 3 de Maio (8 etapas em 8 dias) o PTGA, prova de Ultra Trail na distância de 280 Km (+ 10 de bónus) 16.000 m D+ no Parque Nacional Peneda/Gerês.


Dureza extrema. Os trilhos, a maior parte deles eram demasiado técnicos. Descidas vertiginosas e subidas com a mesma inclinação que mais pareciam trilhos de Hard Trail.

Todos eles foram feitos uns atrás de outros com uma “leveza” impressionante! Eu próprio estou surpreendido!

Responsável pelo meu sucesso
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Tudo isto se deveu ás “mãos “milagrosas da Dra. Fernanda Verde e ainda à ajuda de uns suplementos alimentares da Herbalife. Depois de um enorme esforço com a sua extraordinária prova (2º lugar em equipa mista (com Pedro Igor) 130 Km’s), ainda arranjava forças para colocar no devido lugar os meus músculos, assim como os do Amândio Antunes e os do Pedro Conde!!!



Obrigado GRANDE AMIGA! Libraste-me de um grande empeno”…

Ao fim de 290 Km encontro-me como se tivesse feito apenas uma simples caminhada por uma qualquer Eco Via de 2 ou 3 Km’s!

A minha "perninha" a ser tratada...
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Não posso por isso deixar de agradecer à Fernanda pelo apoio incondicional que me tem dado há já alguns meses. A lesão nos Gémeos que me apoquentou durante bastante tempo foi totalmente erradicada por aquelas mãos “milagrosas” utilizando a Medicina Natural Chinesa.(Acupunctura, Quiromassagem, Ventosoterapia, Massagem Desportiva, etc.)

Companheiros do Trail Runner, um conselho do Quim Sampaio: Apesar da Dra. Fernanda Verde ter uma agenda carregada, para nós “Trailistas” ela arranjará sempre uma vaga….

Se forem tratados por ela, no final de uma Ultra, ficarão como eu, sem “Empeno”… 

Resultados:


1º Escalão 

11º Geral 53:04:39, sem "EMPENO"

Para mais esclarecimentos, contactem a Fernanda.

Quim Sampaio

sábado, 14 de março de 2015

PTGA (Peneda Gerês Trail Adventure)


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Realizei na semana de 26 de Abril a 3 de Maio (8 etapas em 8 dias) o PTGA, prova de Ultra Trail na distância de 280 Km (+ 10 de bónus) 16.000 m D+ no Parque Nacional Peneda/Gerês.

Com uma dureza extrema, com trilhos muito técnicos em descida vertiginosa e subidas da mesma inclinação que mais pareciam trilhos de Hard Trail, foram feitas umas atrás de outras com uma “leveza” impressionante! Eu próprio estou surpreendido!
Recuperador
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Graças aos suplementos alimentares da Herbalife (Formula 1 Refeição Equilibrada, Xtra-Cal-suplemento alimentar rico em Calcio com Vitamina D e minerais, H24 Rebuild-Eudurance, H3O Pro, e Barrinha de Proteínas) e as mãos “milagrosas da Dra. Fernanda Verde, estou ao fim de 290 Km, como se fizesse uma simples caminhada por uma qualquer Eco Via de 2 ou 3 Km’s!


Formula 1
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Eu que era um “séptico” quanto aos suplementos alimentares, encontro-me rendido aos produtos Herbalife!!! Não tenho qualquer dúvida em afirmar que sem eles não teria conseguido obter os resultados desportivos que consegui, e estaria aqui (como se diz na gíria do Trail) com um “empeno” do outro Mundo…


Calcio
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Não posso por isso deixar de agradecer ao Distribuidor Independente da Herbalife Daniel Araújo pelo apoio incondicional que me tem dado.

Companheiros do Trail Runner, um conselho de quem já tem uns aninhos nestas “andanças” e de quem acabou de passar por esta experiência alimentar durante 8 duríssimas etapas, experimentem estes produtos. Sei se o fizerem jamais deixarão de os usar.
Barrinhas de Protainas
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Resultados: 1º Escalão
11º Geral 53:04:39, sem "EMPENO"


Para mais esclarecimentos, contactar Daniel Araújo, tlem. 964 601 251

Quim Sampaio UltraTrailer