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segunda-feira, 13 de julho de 2015

OS BASTÕES!


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“Antigamente” os bastões eram apenas observados nas mãos dos Montanhistas. Com o advento do Trail Running começamos a ver Atletas e mais Atletas munidos de bastões, mesmo para provas com pouca quilometragem e grau de dificuldade diminuto.

Obviamente que em minha opinião (cheguei a partilhar com alguém), era totalmente contra. “A moda dos bastões” era “chique”, logo teria que ser “obrigatório…” o seu uso…

E assim durante bastante tempo essa ideia fixa permaneceu, até à minha participação no TdG. Quando a data de início se estava a aproximar, fui “intimidado” a levar um par deles…!!!!

Um colega de equipa (Diogo Almeida) emprestou-me um par e lá foi ele até Itália.

O uso deste “brinquedo de luxo” durante os 180 e tal Km’s do TdG e os eventos seguintes, deixaram-me fã. Sobretudo este último nos Alpes há 3 semanas, em que eles foram “reis”…

Perante esta experiência, sinto-me talvez já com alguma autoridade para falar e por ventura dar alguns concelhos sobre o seu uso.

Sem dúvida que tem quase tanto de útil como inútil… Diria talvez 70/30 respectivamente.

A sua utilidade baseia-se acima de tudo como um grande auxiliar das pernas. Quase toda a força exercida pelos braços na sua impulsão, é força que as pernas não utilizam. Por outro lado nas descidas, o seu uso vai beneficiar grandemente os quadríceps. Um músculosinho que nada gosta de descidas acentuadas e longas….

Também ajuda no equilíbrio em trilhos técnicos, travessia de riachos e socalcos… Mas cuidado com os riachos que poderá ser o inverso… No PGTA, quando ia para atravessar um rio (com um caudal de respeito) meto os bastões no rio, mas não encontrei o fundo! Resultado, com a inclinação que o corpo tinha, o mergulho total foi inevitável…. Só não fui rio abaixo porque os próprios bastões “me salvaram”….

Por outro lado, podem também ser bastante inconvenientes. Planos e descidas pouco pronunciadas, são de facto um estorvo. Por muito leves que sejam, nestes terrenos limitam bastante o ritmo (se este for alto).

O seu uso terá que ser correcto. O mais pequeno descuido poderá ser complicado. Uma situação passada comigo no GTSL, é prova do que acabei de dizer. Ao sair de um trilho descendente de acesso à atravessia uma estrada, coloquei um dos bastões à frente de um dos pés e a queda foi bastante desagradável! E mais desagradável se tornou, porque originou ter danificado o meu Fenix 2…

Quando comprarem uns bastões tenham em atenção algumas situações:

- Qualidade – Fortes e resistentes

- Peso – Sendo resistentes, devem ser o mais leve possível. (Carbono ou Alumínio 80. A carteira aqui é que escolhe...)

- Tamanho – Se forem extensíveis, terão que ser ajustados á altura de cada Atleta. Se forem fixos, terão mesmo que serem comprados com a tua medida.

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Para quem eventualmente não saiba, o ajuste do bastão obtém-se da seguinte maneira: Com uma das mãos segurar o bastão no seu punho e quando  um ângulo recto entre o braço e o antebraço estiver desenhado, ajustar aí a altura.


Se for fixo, com uma fita métrica mede a distância entre o vértice desse ângulo recto (cotovelo ) e o chão. Adiciona mais 5 centímetros poderão ser úteis para as descidas.

Importante: Tenta usar o bastão sempre com a postura do corpo o mais possível na vertical. É fundamental para evitar as dores lombares.

Espero que este artigo possa de alguma maneira ser útil, e tenha contribuído para algo.

Quim Sampaio- Ultra Trailer

1 comentário:

  1. Excelentes conselhos Sampaio. Detesto bastões, mas admito que têm alguns benefícios, e conseguiste explicá-los mt bem. Mt bom.

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