Coll Halt Pas

Coll Halt Pas

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SUPLEMENTOS ALIMENTARES NUTRILITE Amway

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Já lá vão 4 meses a consumir os suplementos alimentares da Nutrilite! - All Plant Protein. Proteína vegetal
- Complexo de Omega 3 - Strive +
- Isotónico protaico
- Double X. Multivitaminas vegetais
- Mineral Sticks Magnesium
- Mineral Sticks Zinco
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Todo o meu organismo reagiu de uma forma excelente ao consumo diário destes suplementos. Treino atrás de treino, dia atrás de dia, os músculos tendões e articulações estão em perfeitas condições.

Durante o treino em tempos pré-determinados, hidrato-me com proteínas misturadas com isotónico (Strive+). Acabo o treino, cerca de 10 g de proteínas com mais um isotónico, é suficiente para no dia seguinte me levantar e iniciar novo treino como se nada tivesse feito no dia anterior.
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Este pó proteico é vegetariano. Na sua composição entra a soja, trigo e ervilhas amarelas. Fornece quantidades equilibradas dos nove aminoácidos essenciais, libertando energia suficiente para alimentar todo o sistema muscular e o coração.


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O Omega 3 contém dois ácidos gordos essenciais à alimentação. Encontram-se em maior quantidade no Salmão, mas como não se come Salmão todos os dias e os outros peixes não possuem a quantidade adequada que o nosso organismo precisa, o Ómega 3 da Nutrilite fornece a quantidade suficiente.

O consumo diário de Double X, suplemento multivitaminas e multiminerais, fornece um apoio nutricional melhorado quando há maiores exigências de esforço e o organismo precisa ainda de mais nutrientes.Extraídas de plantas, contêm vitaminas, minerais, concentrados e extratos seleccionados de 23 plantas.


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O Magnésio desempenha um papel vital na ajuda a que músculos e sistema nervoso trabalhem eficientemente, sobretudo o músculo cardíaco. 

Os Minerais Sticks de Magnésio são uma conveniente forma de ingerir a sua dose vital deste mineral. Por fim o Mineral Stick Zinco.

O zinco contribui para o funcionamento normal do sistema imunitário. Com o sistema imunitário em perfeitas condições, não há doenças que se desenvolvam. Claro que suplementos de Zinco só há 4 meses que consumo, mas sei que vai contribuir para que se mantenha o bloqueio do meu organismo contra a invasão de qualquer doença. São 69 anos sem doenças. Ainda hoje desconheço o que é uma simples gripe. Nunca tive nenhuma….


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Está a aproximar-se (próximo dia 24) um teste a sério a todos estes suplementos. Vão ser 274 Km’s nas Serras da Peneda, Geres e Amarela entre outras. Depois desta data, darei notícias…

Depois de ponderar demoradamente se se enquadraria o relato de uma situação que se está a passar comigo sem terminar as pesquisas que ando a fazer, resolvi de facto relatar até porque sinto-me demasiado optimista e extremamente feliz quanto a resultados.
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Há cerca de um ano, comecei a sentir choques eléctricos nas pontas dos dedos das mãos quando espirrava ou expulsava repentinamente o ar acumulado nos pulmões. Simultaneamente comecei a sentir perda de sensibilidade na ponta dos dedos polegar e indicador de ambas as mãos, agravando-se dia após dia até perder por completo toda a sensibilidade. Eram dois dedos completamente mortos.

Dirigi-me ao médico dando conta do que se estava a passar. Mandou-me fazer um exame (Eletromiografia). Resultado, nada de anormal. Novo exame: ressonância magnética à coluna cervical. Esta acusou uma hérnia entre o 3º e 4º disco cervical, estando a comprimir seriamente a medula. Terapia adequada, intervenção cirúrgica. Foi marcada, mas à última hora decidi aguardar mais um tempo que permitisse participar no TdG.

 Regressado de Itália em Setembro passado, voltei a ponderar a intervenção cirúrgica, mas fui “adiando”,“adiando”… Há cerca de 2 meses comecei a sentir melhoras. Melhoras que ia sentindo cada dia que passava.

Hoje, neste preciso momento, a situação reverteu quase 100%. Não há mais choques eléctricos e a sensibilidade dos dedos está mais ou menos (talvez mais) nos 95%!!!

Perante estes resultados assombrosos, resta-me concluir que aconteceu uma de duas coisas: Ou houve milagre ou os suplementos alimentares da Nutrilite que há 4 meses tomo diariamente fizeram efeito. Como “milagres” só havia antigamente mas só em Fátima… resta-me acreditar que foram de facto os suplementos que fizerem regredir esta situação.

Mas as pesquisas continuam.

Qualquer pessoa que queira experimentar algum destes produtos, ou ser assessorado pela DNA, entre em contacto comigo ou directamente com um dos responsáveis da empresa (Osvaldo Magno), com o telefone nº 967349400.

Vila Praia de Ancora, 4 de Abril de 2016

Quim Sampaio- Ultratrailer 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

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Fernanda Verde - Medicina Natural

Artigo dedicado às MULHERES do Trail

Remédios naturais aliviar os efeitos da menopausa.

 Embora muitos médicos costumem receitar tratamentos a base de hormônios sintéticos para a mulher se livrar dos sintomas da menopausa. Existem outras formas, como remédios naturais para aliviar os efeitos da menopausa, que além de serem eficientes não têm efeitos colaterais como alguns dos tratamentos com hormônio tradicionais.

1 benefícios do ginseng Ginseng É uma substância que estimula as glândulas suprarrenais, contribuindo na redução dos sinais da menopausa. Em lojas de produtos naturais é possível encontrá-lo para o preparo de chás ou em cápsulas.

2 benefícios da vitamina C Vitamina C Uma alimentação equilibrada também é muito importante para não sofrer na menopausa, inclusive, rica em vitamina C, que é encontrada especialmente nas frutas cítricas, como laranja, acerola, kiwi e outras. Essa vitamina é imprescindível para que o organismo produza hormônios da glândula adrenal. Se você optar pelos suplementos consulte um médico para que ele indique a dosagem certa para você.

3 benefícios da sálvia Óleo Essencial de Sálvia Essa substância conta com propriedades estrogênicas, por isso, funciona como um ótimo remédio natural para aliviar os efeitos da menopausa. Ele colabora no equilíbrio dos hormônios e ameniza as ondas de calor. Embora a forma mais eficaz de usá-lo seja por meio da inalação, também pode ser diluído a um óleo de massagem e passar no abdômen.

4 benefícios do trevo vermelho Trevo vermelho É um chá poderoso e entre os seus benefícios está o fato de conter isoflavonas, substâncias estrogênicas naturais que ajudam a manter o equilíbrio hormonal do corpo. Assim, os níveis de estrogênio crescem, reduzindo os efeitos da menopausa.

5 benefícios do isoflavonas Isoflavonas Esse hormônio natural funciona como um remédio natural que também é encontrado na soja, sendo que a melhor forma de consumi-la é a orgânica. Assim, você pode beber o leite de soja, fazer uma sopa de missô (derivado da sopa), comer tofu (também derivado da soja), entre outras opções.

6 benefícios da maca Maca É uma raiz usada há milhares de anos pelos povos nativos do Peru, sendo muito benéfica ao sistema endócrino. Assim, auxilia no equilíbrio dos hormônios, restaura glândulas e melhora a capacidade do corpo em trabalhar com os quadros de estresse, inclusive, quando é resultado das mudanças hormonais. É encontrada em pó ou em cápsula.

7 benefícios do cohosh preto Cohosh preto Erva usada há centenas de anos por nativos americanos para tratar desequilíbrios hormonais, como cólicas menstruais e sintomas da menopausa.

É mais eficiente para combater as ondas de calor, irritabilidade, alterações de humor e insônia. Pode ser encontrada para fazer chá, em extrato ou cápsulas.

Dicas para evitar os efeitos da menopausa:

Evite consumir muita cafeína, uma vez que as ondas de calor também podem ser sinal de que suas glândulas adrenais (localizadas acima dos rins que ajudam o organismo a tratar o estresse) estão sobrecarregadas.

A linhaça é outro alimento que ajuda a combater os efeitos da menopausa, sendo que a use preferencialmente triturada em pães, iogurtes e sucos.

A aromaterapia é um tratamento natural com muitos benefícios, inclusive, para aliviar os efeitos da menopausa. Uma dica é misturar a um frasco de 50 ml de óleo de amêndoas oito gotas de cada uma dessas essências: manjericão, louro, hortelã, sálvia e anis estrelado. Pingue poucas gostas no interior dos pulsos e dos braços e esfregue quando sentir ondas de calor ou até três vezes ao dia.

Fernanda Verde

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Tor, eu e o meu "eu"

Um testemunho de Eduardo Santos sobre a sua participação no  Tor des Geants 2015

Será que vou acabar aquilo? 

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Fui um dos participantes em 2013, mas, infelizmente por falta do discernimento necessário nestas ocasiões, acabei por tomar uma decisão errada e acabei com a prova aos 80 km.

Este ano a responsabilidade tornava-se maior e a última semana antes da partida para Courmayeur foi semana de reflexão sobre o assunto. Preocupado com os anúncios de mau tempo, acho que não consegui pregar olho na madrugada da viagem para o aeroporto.

Quer queiramos ou não, esta é uma prova, onde durante o seu desenrolar, metemos à prova todos os nossos limites. Bastões partidos, noites sem dormir, comida que teima em não entrar, calor, frio, neve, chuva, roupa molhada, alucinações e as dificuldades inerentes ao percurso.Circunstâncias para o qual temos de estar preparados física e mentalmente para participarmos num desafio desta envergadura.

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Nem todos, conseguem e estão aptos a terminar um desafio como é o Tor de Geants. Para o fazer será demais importante não nos deixarmos abater por dá cá aquela palha, numa situação de extrema dificuldade, há que pensar várias vezes, dar umas boas chapadas na cara, até se tomar a decisão final. Não o fiz em 2013!

Eis-nos no aeroporto, felizes por um reencontro, para mais um desafio, e que desafio este. Uma prova de 330 km com cerca de 24000 de desnível positivo, não é propriamente algo que se possa considerar vulgar. No rosto de todos uma grande esperança de levar a bom termo uma das provas mais difíceis do mundo.

Aquela que parecia ser uma viagem calma, acabou por ser uma viagem atormentada, já dentro do avião prontos para descolar, somos recambiados para outro avião, o que implicou um atraso considerável e uma chegada a Courmayeur mais tarde que o previsto. Descontraídos, brincámos com a situação e passadas cerca de duas horas, seguimos viagem.

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Em Geneve juntaram-se a nós (eu, Manuel Correia, Diogo Simão e Hélder Tomé), o Quim Sampaio e Miguel Pereira. O grupo dos gigantes estava completo. Tudo a correr bem, até que o Hélder Tomé apercebe- se que o TLM ficou no avião. Mais algum tempo de espera, mas em vão, apenas foi recuperado no regresso. Fiquei preocupado! Podia-mos ter ali um caso grave de nomofobia e a coisa podia dar para o torto. Mas, não, afinal de nós todos o Hélder era o que demonstrava mais tranquilidade.

Geneve, aluguer de viaturas, viagem até Chamonix para almoçar, túnel do monte branco e eis-nos em Courmayeur. À chegada a preocupação era muito grande, o tempo estava péssimo e as previsões não eram nada animadoras, mas tínhamos ainda dia e meio para preparar as coisas e reflectir sobre a melhor estratégia para a prova. Apesar da chuva, todos mantivémos uma vontade do tamanho do mundo em terminar a prova, o que em termos psicológicos veio a tornar-se muito positivo.

Com a ajuda do Manuel Correia o percurso estava estudado minuciosamente.

Chega a hora da partida, a noite foi de chuva intensa, não estava frio, pelo que, na minha mente pairava uma restea de esperança. Será que vou livrar-me da neve nas zonas mais altas? Muitos atletas, em conversa garantiam que não haveria neve. Muita alegria na partida.

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No dia seguinte chegavam as nossas voluntárias de apoio logístico, a Gabriela e a Margarida. Partimos debaixo de chuva intensa. Apesar disso, a prova decorre num cenário que posso considerar de sonho, paisagens deslumbrantes com picos nevados no horizonte, prados alpinos, trilhos bem assinalados, que a todo o momento nos convidam a um registo fotográfico.

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Passagem por muitas zonas rurais, onde o apoio aos atletas é deveras inimaginável, há festa na aldeia!!! Com este relevo e também devido às condições climatéricas, são evidentes as vocações económicas desta região: a seguir ao turismo, a economia também é grandemente sustentada pela sua produção de gado e produtos lácteos. Ao fim de algumas horas é atingido o Col Arp (2571), olhando no horizonte, o impressionante muro de montanhas ao fundo, com os cumes escondidos pelas nuvens.

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Em baixo fica o vale que, visto de cima, mais parece um grande relvado dividido ao meio pelo rio Dora Baltea, as casas de Courmayeur parecem do tamanho de ovelhas.

Sempre juntos, (eu, Diogo e Manuel), facilmente atingimos o Refúgio Deffeeyes (2500), o Passo Alto (2857) e o Col Crosatie (2366), neste último percurso, na descida para "Planaval", passámos ao lado do memorial ao atleta Yang Yuan, falecido em 2013.


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Às 23 horas de domingo chegamos à primeira base de vida. As condições atmosféricas eram péssimas, e aqui em Valgrisenche (1662), logo nos apercebemos que seria preciso muita coragem, muita superação para podermos terminar com sucesso este grandioso desafio. Depois de nos alimentarmos convenientemente, decidimos descansar cerca de duas horas. Fui o primeiro a despachar-me, saí e esperei um pouco pelo Manuel e Diogo, mas eles não apareciam e a já arrefecer, acabei por continuar acompanhado por uma atleta espanhola, no caminho lembrei-me que eles ainda iam aos doces antes de continuarem. A junção deu-se mais à frente. Debaixo de chuva intensa, trovões, relâmpagos e com um frio arrepiante, eis-nos no Refúgio
Chalet de L'Epée (2367).

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Era o princípio do fim. O frio era tanto, que já não conseguia mexer as mãos, assim que entro, a confusão era generalizada, deviam estar dentro do refúgio cerca de 50 atletas. Encharcado e sem roupa seca para mudar, a primeira coisa que fiz, foi tentar de alguma maneira aquecer as mãos debaixo de água quente. As dores nas mãos eram tantas que não conseguia estar sentado. Era um desassossego. Entretanto sentei-me ao lado do Diogo, o Manuel com um cobertor por cima do corpo tremia por todos os lados e anuncia: Tenho uma coisa a dizer-vos. Vou ficar por aqui!


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Nesta altura ainda não se sabia da paragem da prova, mas ninguém estava em condições de seguir caminho de imediato, as condições lá fora eram de tempestade. Uma hora depois, é anunciada a paragem da prova até ordens em contrário. Entra no refúgio o Hélder Tomé. Entretanto aquele pequeno espaço ia recebendo todos os atletas que sairam de Vagisenche antes da paragem da prova. Deveriam estar dentro do refúgio cerca de 100 atletas. A confusão era total, dormia-se onde se podia, sem codições mínimas, houve atletas que fizeram uso das mantas térmicas para se tapar. Entretanto, chega a informação que estavam retidos na 1ª base de vida cerca de 200 atletas, um deles seria o nosso compatriota Quim Sampaio. Já dia, chega a ordem de partida, ainda molhado, tento uma progressão mais rápida na tentativa de aquecer, mas à frente dos meus olhos o motivo do cancelamento da prova durante algumas horas, o Col Fenêtre (2854) , estava envolto num manto de neve.

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A progressão não poderia ser muito rápida. O frio começa a entranhar-se no corpo já húmido, os trilhos quase não se viam e eram ora de gelo, ora de neve. Atingido o cume, começa a descida íngreme durante vários kms, olho o trilho e fico estupefacto, era de gelo. Grito em voz alta "Não consigo descer isto!!!" Fiquei fora de mim, coloquei-me numa posição muito constrangedora, provocando em mim uma série de situações negativas, as quais não consegui combater no momento. Muitos de nós não dão conta, que em situações como esta, sobretudo em alta montanha, nos defrontamos diretamente com a nossa mente, ou seja "forçamos" o nosso psiquismo a viver mais no aqui e agora. Para vivermos em situações deste tipo, que só a montanha nos oferece, seremos sempre forçados a ser acompanhados pelo velho companheiro medo, a nossa vaidade, o nosso carácter, a nossa auto estima baixa ou elevada, a nossa noção da realidade. Tive medo. Ainda hoje, não consigo dizer se esse medo foi razoável ou não, se era um medo infundado, não consegui o discernimento necessário para o combater. Não consegui controlar a mente de modo a não pensar que podia cair e morrer.

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Acredito como treinador, que se estivermos atentos a isto, podemos aliar a nossa participação em provas deste tipo a metodologias de "treino mental" tais como a prática de yoga, da meditação, do reiki, entre outras, de forma que a nossa condição física seja acompanhada pelo nosso desenvolvimento psicológico. Parece-me que negligenciei esta realidade psicológica, os aspectos cognitivos e emocionais pouco treinados e trabalhados dificultaram o meu desempenho nesta situação. De novo aprendi!!! Mas, afinal o que aconteceu? Em pânico e já a tremer de frio, fico no cimo do Col, firme e hirto à espera não sei bem de quê, olho para trás para a descida em direção do Refúgio Chalet de L'Epée, já não vinha nenhum atleta, o que queria dizer que todos os que estavam nesse refúgio já tinham passado e os duzentos que ficaram retidos na base de vida chegariam ali apenas três horas depois.


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Já em situação débil a nível físico e psicológico, tinha de arranjar uma solução, tento descer o trilho de gelo sentado, mas passados cerca de 100 metros e sem calças impermeáveis, o gelo começa a entranhar-se no corpo de uma forma alucinante, de repente penso que a descer naquela situação, acabaria por morrer no trilho, volto para cima feito cabra do monte e chego novamente ao cume. Já não havia muito a fazer, tinha de ser resgatado o mais rápido possível. Pego no telemóvel, mas os dedos estavam congelados, não conseguia marcar um único número, olhei à volta na procura de algo onde me pudesse abrigar. Nada! Lembrei-me do xaile.

Até que do nada aparecem dois atletas, os meus salvadores, um francês e um italiano, tinham ficado a dormir mais tempo no refúgio. Trataram de imediato de ligar para o SOS para fazer o resgate. Deram-me as suas mantas térmicas e embrulharam-me completamente. Ficaram comigo até ser resgatado. Agarrado e aconchegado de frente pelo Francês e atrás pelo Italiano durante cerca de uma hora, o resgate a 3000 metros de altitude agarrado a uma bela Italiana durante cerca de 5 minutos (tempo de subida da corrente), a tremer dos pés à cabeça, foi uma sensação difícil de explicar, digamos uma espécie de purificação da mente.


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Acabei por ficar no hospital da Aosta 12 das 24 horas que o médico de medicina de montanha referiu após as primeiras análises. Os indíces muito baixos de potássio ficaram regulares após as segundas análises e tive ordem de soltura. Às 19 horas de segunda feira, a minha voluntária Margarida, acabada de chegar a Itália, foi buscar-me ao hospital.


Os dias seguintes foram de descanso e de acompanhamento dos atletas portugueses ainda em prova. O que acaba por ser por pouco tempo, uma vez que a prova é cancelada definitivamente na quinta feira de madrugada. Na véspera o Manuel Correia tinha sido resgatado e recambiado para o hospital, nesse dia e enquanto a Gabriela dava a assistência necessária ao seu herói, aproveitei para visitar uma cidade que me deslumbrou positivamente.


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A capital, Augusta Praetoria, a moderna Aosta, exibe um grupo importante de monumentos, que assinalam a passagem do tempo e da história pelo vale. O Arco de Augusto, perto da ponte romana, fica no centro de uma rotunda movimentada, de onde saem as ruas centrais da cidade. Algumas destinam-se exclusivamente a peões, como a Sant’Anselmo, animada por uma profusão de restaurantes, birrerias (cervejarias), e lojas de produtos típicos: objectos de madeira, mel, vinho, e o célebre queijo Fontina.


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A cidade está repleta de vestígios romanos, o teatro, o fórum, as antigas muralhas, a zona de banhos fazem a delícia dos visitantes. Mas a época medieval também deixou em Aosta alguns monumentos de interesse, nomeadamente a Catedral de Notre-Dame de L’Assomption, que ganhou uma fachada ricamente decorada e pintada durante a época renascentista, e a igreja e colegiada de Saint-Ours. Vale a pena uma visita.

Um forte abraço, era um dos sonhos que tinha interiorizado logo de início, na possibilidade de não terminar o Tor 2015, poder ter o prazer de estar naquela mítica linha de chegada e abraçar fortemente os meus companheiros neste mega desafio. Por circunstâncias inesperadas e alheias à nossa prestação, tal não foi possível. Com menor ou maior intensidade é o fim de um ciclo que me leva a refletir, a repensar, a olhar para dentro e para fora, tentando perceber o porquê disto .


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De novo, aprendi. Serei um dos poucos atletas de estrada dos anos 80 e 90, que abraçou a natureza à meia dúzia de anos, percorrendo trilhos fantásticos, montanhas fascinantes, fazendo amigos e mais amigos. Estou grato pela mudança.

Termino, com um forte abraço a todos os meus companheiros presentes neste desafio. Para o ano tentarei marcar presença.



Eduardo Santos

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A RAZÃO DA MINHA DESISTÊNCIA NO TDG.



Col Haut Pas (2857 m)
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Agora com a cabeça mais no lugar, mais fria, e porque devo isto não só aos meus sponsor's, mas também aos meus amigos e seguidores, leva-me a escrever estas palavras.

Palavras estas que poderão servir para os menos experientes tomarem noção que Trail ou Ultra Trail em alta montanha (e quando a alta Montanha são os Alpes em que de um momento para o outro passa de verão a tempestade) não é brincadeira. Para além de não ser brincadeira, poderá ser muito sério. Poderá em úlgtima consequência levar à morte. Em toda a minha vida desisti em duas competições, por lesão. Uma em 1987, outra no ano passado neste mesmo local onde me encontro (Caourmayeur Alpes).Situações dolorosas sem dúvida.

Este ano não houve lesão nenhuma. E não houve porque fui excepcialmente tratado pela Fernanda Verde. Na mão dela estes músculos voltaram aos 30 anos. Também não houve porque os suplementos desportivos da Herbalife gentilmente fornecidos pelo Daniel Araújo,fortaleceram toda a minha compleição física. E a juntar a estes dois, tive uma preparação física séria e intensa , seguindo uma orientação previamente estabelecida. Nada foi ao acaso.

Agora vamos analisar o meu abandono. Depois de um excelente pequeno almoço com vários nutrientes para grandes esforços, incluindo o Formula 1 Refeição equilibrada da Herbalife, pelas 10 horas locais saímos debaixo de um temporal danado em direcção ao 1º grande pico, Col d'Arp (2571m). Aí chegado, foi descer o mais rapido possível para fugir à tormenta no alto do pico. Ao km 20, subi dos 1613 para os 2857 situados no km 29 (Col Haut Pass). Começaram aqui os problemas. Não vou pormenorizar os trilhos, apenas dizer que para além de muito técnicos, também MUITO perigosos.

Não me podia queixar porque sabia o que iria encontrar. Só que este ano, à medida que ia subindo, a temperatura de positiva passou a negativa, a chuva e o vento de forte a fortíssimo impediam uma Ascenção mais rápida as núvens baixas não permitiam visão superior a 3 metros. Graças à excepcional marcação ninguém se perdeu. Chegado ao cimo, ainda deu para tirar uma foto de recordação. Fugi dali o mais rápido possível na companhia de uma colega Chinesa, para fugir à fustigação  da intempérie... Durante cerca de 3 km descemos 850 m para subirmos de imediato outros 820, para o col de Crosalties (2829 m) em 2,4 Km.

Diabólica essa subida. não só pelo desnível (por vezes 44%), mas como sendo a mais perigosa de todo o Tor. Devido à dificuldade deste troço, a progressão no terreno faz-se lentamente. Há força, muita força mas o grau de perigo é tão grande que ninguém dá um passo maior que o outro. à medida que ia subindo, apesar de levar luvas impermeáveis, as mãos começaram a gelar impedindo-me de usar os bastões convenientemente. Logo que passei o pico para o outro lado, tive que entrar numa espécie de tenda destinada aos socorristas que estavam lá. Perdi algum tempo a vestir umas proteções de luvas e quando estava a colocar a mochila, a hipotremia comessou a apossar-se de mim. Não perdi tempo, a opecção era imediatamente o corpo produzir calor. Para isso saí rapidamente e em alta velocidade desatei a correr montanha abaixo. Resultou, passados 3 minutos estava recomposto. Dali até ao Suporte Base de Vida situado ao Km 50 nada de anormal.

Mudei re roupa, jantei e quando estava a preparar-me para seguir viagem, fui (eu e todos os que se encontravam no SBV) impedidos de o fazer. A prova estava oficialmente encerrada devido ao mau tempo. o nevão era de tal ordem que todos os Atletas que estavam nos diversos Refugios ficaram retidos durante 3 horas. às 07 da manhã tivemos permissão de sair e lá fui eu e os outros, montanha acima. Apesar de ter 3 camisolas termicas, mais uma de lá por cima o gorotex e ainda um buffer, um barrete de neve, um chapeu e ainda o capucho do gorotex, o frio era muito. Não sentia frio mas quando soprava o ventinho parece que furava tudo. Ainda subi 7 k, mas conhecendo eu o percrso até ao Col de Fenetre (2854m), sabia que poderia encostar a qualquer sítio não abrigado e entrar em hipotremia. Sabia também que com aquele temporal era impossível o Helio resgatar-me. Nestas condições, por muito respeito que tenho com os patrocinadores, por muito respeito que tenho dos meus amigos e seguidores que sempre acreditaram em mim e também por respeito à minha família, tomei a decisão - dolorosa para mim - de dar por finda a aventura este ano no Tor des Geants.

Para esta tomada de posição contribuiu imenso uma conversa havida entre mim e o nosso grande Carlos Sá, em que abordamos precisamente o tema de teperaturas negativas em alta montanha. Obrigado Carlos Sá amigo, foi frutuosa a nossa conversa.

Peço desculpa a todas as pessoas envolvidas mas para o ano haverá novamente o Tor des Geant, vida para além desta não haverá. Vou continuar a sonhar que este desafio será meu de certeza. Não sei quando, mas vai ser.

Para concluir vou quero citar uma frase várias veses citada: "Quando morrer quero que seja nos Alpes, mas no dia 14 decidi que não queria mesmo morrer".

Espero sinceramente que este relato sirva de facto para alertar os menos experientes.

PS: Algumas horas depois, o evento foi definitivamente suspenso pela organização!

Um Abraço do Quim Sampaio

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

                            RECOMEÇO


18 Dias pós-operatório, eis que faço o primeiro treininho em Montanha!

Depois de ter tido luz verde do cirurgião, eis que esta manhã tomei o rumo dos Montes de Sto. Antão, para avaliar o estado do meu físico…

Não houve grande desnível (apenas 621m A), não foram muitos Km's (cerca de 12 não) mas deu para verificar que está tudo a 100%.

A chamada “caixa-de-ar”, tem um valor volumétrico um pouco inferior, mas nos próximos dias tenho plena certeza que voltará ao normal.

Este estado vem comprovar que os suplementos alimentares estão a desempenhar na perfeição o papel para o qual foram desenhados…

Com o Patrocínio da parceria DNA/NUTILAITE e a preciosa ajuda do Dr. Rui Escaleira (Cirurgião que me operou) na implementação de um plano nutricional, vem comprovar que as sequelas deixadas por um período em que o organismo sofreu algumas agressão (cortes no corpo, perda de sangue, anestesia geral, etc), depressa foram ultrapassadas…

A todos os intervenientes que intervieram nesta fase da minha vida (DNA/NUTILAITE, pessoal médico, de enfermagem e auxiliares), a todos o meu muito obrigado.

Agora, serão treininhos diários até ao próximo evento: Peneda Gerês Trail Adventure.


Quim Sampaio


sábado, 29 de agosto de 2015

TOR DES GEANTS 2015

Autimetria TDG
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A data deste que é um dos mais duros Ultra-Treil’s do Mundo mas que eu considero que é mesmo o mais duro não só pela distância (332 km) e seu elevado desnível positivo (24.000 m), mas também pela dificuldade em se correr (ou caminhar) em altitudes acima dos 3.000 m, está “à” porta…

Para se ter uma ideia, terão que se subir uma quantidade enorme de picos montanhosos (25) acima dos 2.000 m, tendo 22 destes  mais que 2.500 m: 12 entre 2.500 e 2.700, 3 entre 2.800 e 2.900, 2 entre 2.900 e 3.000. Os restantes dois, têm respectivamente 3.002 e 3.299m!!!

Dra. Fernanda Verde com a sua Medicina Natural Alternativa - Osteopatia e Acupunctura, responsável por ter neste momento uns Músculos e Tendões "dos 25 anos"!!!!
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Subidas e descidas “diabólicas”. Descidas não vi a inclinação no ano passado, mas subidas sim. Subi muitas com percentagem na ordem dos 42%!

Obviamente que a resistência Humana tem limites, por isso é que me fascina tentar ser finisher, ultrapassando assim este grau de dificuldade dentro desses limites…

Daniel Araújo. O grande responsável pelo meu bem estar nutricional!!! Obrigado Companheiro
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Como sou honesto com todas as pessoas incluindo aquelas que me têm ajudado (patrocinadores), fiz uma preparação séria e dura, para que não entre naquela estatística terrível deste evento. Essa estatística diz que cerca de 60% dos Atletas que iniciam o TDG não chegam ao fim.


Os suplementos que vão ser a base da minha alimentação durante o TDG!
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Poderei ser um desses, mas fico de consciência tranquila porque fiz uma preparação muito séria, Segui “religiosamente” as indicações de dois dos principais patrocinadores. Todos eles (patrocinadores) foram e são importantes mas estes dois, Dra. Fernanda Verde Osteopata e Daniel Araújo Distribuidor independente da Herbalaife, tiveram e têm ainda um papel importantíssimo para que a nível físico e nutricional me encontre a 110%!!!!

Mais suplementos que vão ser a base da minha alimentação!
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Para que se saiba, comecei a preparação para o TDG no dia 2 de Janeiro, tendo terminado no dia 4 de Setembro.

Neste espaço de tempo as minhas sapatilhas “palmilharam” 3.891,490 Km em 473:17:24! Como se vê, não “brinquei” em serviço. Espero não desfraldar ninguém em quem em mim apostou. A paga para estas pessoas terá que ser forçosamente terminar este GRANDE EVENTO! A todos, o meu muito obrigado. 

Quim Sampaio-Ultra Trail

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Português com quase 70 anos participa num dos ultra trails mais duros do mundo

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Português com 68 anos participa no Ultra- Trail mais duro do Mundo!

Tem 68 anos, é português e é o 2º atleta mais idoso a participar naquela que é classificada como a mais dura prova de ultra trail mais difícil do mundo: o Tor de Geants.

São mais de 330 quilómetros em plenos Alpes com 24 mil metros de desnível positivo. Joaquim Sampaio, o ultra trailer nacional com mais idade a participar em competições nacionais (ultra trail), tem como objectivo terminar a prova num dos primeiros lugares da sua categoria.

O Tor de Geants, que vai decorrer nos Alpes Italianos a começar no dia 13 de Setembro, dá aos atletas150 horas para serem geridas (dentro de algumas regras) e cumprirem o trajecto de 332,5 quilómetros (200 milhas) em montanha, com várias passagens acima dos três mil metros de altitude.

Quim Sampaio, que há um ano se prepara para a competição, lançou um blogue (quimsampaio.blogspot.pt) onde relata o treino de um atleta sénior que vai enfrentar uma das provas mais duras do mundo: um ultra trail em plenos Alpes Italianos.

Contacto para mais informações à imprensa:



Quim Sampaio - 963.659.441



terça-feira, 18 de agosto de 2015