Coll Halt Pas

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Um pouco do meu palmarés

UM POUCO DO MEU PALMARÉS.
Data de Nascimento:  19/12/1946

Quando era menino e queria estudar após a conclusão do ensino primário, os meus pais não o permitiram. Tinha cinco irmãos mais novos e o dinheiro apenas dava para se comer sopa dia após dia, ano após ano.

Nesse sentido, com apenas 11 anos e 35 kg de peso foi comprado um bilhete de comboio em Vila Nova de Cerveira e fui “despachado” para Lisboa, para trabalhar. Era uma boca a menos e sempre havia mais uns míseros escudos mensais a entrar em casa de meus pais.


Não tive adolescência, passei de menino a homem. Mas tive sonhos como qualquer menino, adolescente ou adulto. O meu sonho consistia em poder tornar-me num campeão a nível de desporto. Sonhei poder ser um grande futebolista, ou um grande jogador de hóquei patins, ou ainda um grande ciclista.


E com esse sonho sempre presente os anos foram passando, até que, com 16 anos surgiu a oportunidade de ingressar numa grande empresa de Telecomunicações. A função era percorrer a cidade de Lisboa em cima de uma bicicleta 8 horas/dia, entregando telegramas.


Claro que aproveitei logo essa oportunidade porque poderia ter finalmente oportunidade de construir a tal carreira de campeão.


Em 1963 comprei uma bicicleta de corrida topo de gama, tendo custado 4.300$00 (21.50€) Ficando a pagar uma prestação mensal de 150$00 (0.75€). Ingressei numa equipa de ciclismo (Marconi), tendo passado pouco tempo depois às competições. Percorri o país todo a competir em circuitos e corridas de estrada. Ganhei algumas, proporcionei a que colegas de equipa ganhassem outras e, sobretudo, contei sempre para a classificação da equipa.


Apesar da minha aparente fragilidade “escondia” uma força incrível e depressa me impus. O meu principal trunfo eram as subidas. Recordo-me ainda (com saudade) da última corrida que fiz, tendo na minha “roda” o saudoso Joaquim Agostinho que se viu “grego” para me acompanhar na subida da Serra do Arestal. Seguiram-se as equipas do Belenenses, Atlético e Benfica. Esta última muito pouco tempo. Tinha acabado de assinar contrato quando fui chamado para o serviço militar, tendo sido colocado na Figueira da Foz.


Aos fins-de-semana, aproveitava para treinar, fazendo a viagem Figueira da Foz/Lisboa e volta. 


Após fazer a recruta e tirar a especialidade, fui mobilizado para a guerra colonial em Angola.  por esse motivo, terminou aí a minha carreira de ciclista.


Quando mais de 3 anos depois regressei da guerra, não me senti com coragem para recomeçar, acabando aí a minha (curta carreira) de ciclista. Com 23 anos iniciei uma longa carreira de xadrezista competindo em Portugal e alguns países Europeus. Foram 17 anos encerrado em espaços fechados durante cerca de 4 horas, com uma média de 16 Atletas a fumar, muitas das vezes em simultâneo (eu consumia 100 maços de tabaco/mês). Aos 39 anos (apenas fumava cerca de 30 cigarros/dia) rompi drasticamente com o tabaco. Nem mais um cigarro.


Troquei o tabaco pelo Atletismo! E em boa hora o fiz. Comecei a correr sendo treinado por um treinador profissional, obtendo rapidamente bons resultados desportivos.


Desde essa altura, ganhei praticamente tudo que havia para ganhar, participei em centenas de competições. Entre elas vou destacar apenas algumas que considero mais importantes:


6 – Meias maratonas da Nazaré (a mais antiga meia maratona de Portugal)


13 – Meias maratonas de Lisboa


7 – 20Km de Cascais


6 – Meias maratonas de Sevilha (recorde pessoal 1h17


5 – Meias maratonas de La Guardia (ganhei 4)


4 – Subidas (24 km) ao ponto mais alto da Península Ibérica (ganhei uma)


4 – Maratonas País Basco


5 – Maratonas na Serra de Guadarrama (maratona de montanha mais difícil do Mundo, ganhei uma)


13 – Participações em Terras de Aventura/Desafios xxxx


2 – Vezes Campeão Nacional de Montanha (tendo numa das vezes vencido com um pleno nas classificativas, 12 corridas, 12 vitórias.)


2 - Maratonas de estrada.


Vários Trails e Ultra Trails em Portugal e Espanha. (Rio da Fraga 3,  Galinheiro 3,  1 Courel,  1 Ilha de Arousa, etc.)


1 - Ultra Trail do Piodão (1º Escalão)


2 - Trilhos do Paleosoico (ambos 1º no Escalão)


1 - Alvarinho Ultra Trail (1º Escalão)


1 – Ultra Maratona de estrada 100 Km (18º geral, 1º no escalão)


1- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 280km, Finisher!!! (11º geral 1º escalão)


1 - LAVAREDO ULTRA TRAIL 119 Km, Finisher (636 geral entre 950)



E por último, o grande sonho da minha vida, o TOR des GEANTS. Apesar de estar muito bem preparado, aos 187 Km’s tive uma lesão, tendo sido retirado da prova. Foi a maior desilusão em toda a minha vida! Um trauma do qual ainda não superei. Por isso, estou a tentar por todos os meios arranjar patrocínios (este blog é um exemplo), que me permitam no dia 13 de Setembro estar na linha de partida em Courmayeur, para completar os 332,530 Km’s.

Independentemente de conseguir ou não os apoios necessários para a participação, a partir do dia 1 de Janeiro próximo, iniciarei a minha preparação sonhando e apostando estar lá!!!!!

Ainda em 2014  - Toca a Todos 430 km!  Caminha / Lisboa Terreiro do Passo

De facto comecei a preparação para o TdG no dia 2 de Janeiro e vou mesmo estar em Crourmayeur no dia 13 de Setembro para completar o que fui impedido de fazer em 2014!!!!!


E de facto em 13 de Setembro lá estive à partida, debaixo de muita chuva, muito vento e muito frio. Durante a noite de Domingo para 2ª feira, para além destes 3 factores, apareceu um 4º - a neve – que suspendeu o evento por 3 horas. A meio do dia de 2ª feira foi suspenso por mais 8 horas, tendo sido definitivamente suspenso um pouco depois de recomeçar.

Porque o regulamento não permite, só em 2017 (70 anos de idade) lá estarei na partida de novo!!!

GOSTARIA DE ACRESCENTAR UM EVENTO RELEVANTE NA MINHA CARREIRA DESPORTIVA:

Em 1999 dei início à organização e direcção de 10 corridas de Montanha em Vila Praia de Âncora em que a primeira teve o nome de "MONTES DE STO. ANTÃO A CAMINHO DE CAMINHA", e as restantes nove "MONTES DE STO. ANTÃO - O CALVÁRIO". 
Evento que logo na segunda edição juntou mais de 300 Atletas (o que era um numero muito elevado para a época) chegando a participar mais de 450 Atletas!


Continuando com o enriquecimento curricular, este ano de 2016 mais dois ou três eventos que considero mais importantes:

2º- PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 274km, Finisher!!! ( 1º escalão)

Ultra Trail Lavaredo 119 km não finisher devido a lesão (terminei aos 75 km).

4K Alpes Italianos. 349 km não finisher devido a lesão (cirurgia não recuperada)

Campeonato do Mundo de Ultra Trail 85 km sempre a acompanhar o último Atleta

3ª Geres Extreme Marathon. Finisher (1º Escalão)

E para 2017 outros desafios terão lugar, nomeadamente PGTA, Estrela Grande Trail 109 km, Ultra Trail Serra da Freita  100 km,  Tor des Geants, Geres Extreme Marathon, etc.

E já estamos em 2017. Tal como previa no ano passado, desafios de relevo já fiz um:
Peneda Gerês Trail Adventure. 220 km já concluído e finisher.
O ano de 2017 não foi um bom ano em termos desportivos. Fui assolado por várias lesões. Estava em perfeita condição física e anímica para fazer o EGT (109 km). Na subida para a Torre, perto dos 60 km', encontrei um colega sentado numa pedra contorcendo-se com dores. Claro que não mais o deixei até aparecer socorro (apesar da insistência para que me fosse embora) o que aconteceu mais de 2 horas depois. Fiquei pela Torre.

Em Setembro dia 1, depois de ter treinado afincadamente desde o dia 2 de Janeiro para o Tor des Geants e cumprindo religiosamente o plano traçado, Faço uma ruptura no gémeo. Faltavam apenas 9 dias para o grande evento. Fisioterapia, em "dose" industrial, e a 10 de Setembro, perfeitamente convicto que não tinha qualquer hipótese de concluir, lá estive à partida na companhia do Carlos Sá e dos outros 3 Portugueses seleccionados. O gémeo ainda me deixou chegar ao 1º suporte base de vida (50 km). Aí ligaram-me a perna (imobilizando-a e foram levar-me ao início do evento....

Digno de registo, apenas fiz em Dezembro a Extreme Geres Marathon após ter saído de da ruptura no gémeo 10 antes da Maratona. Mas, 5 dias antes de começar, uma gastrenterite deixou-me de segunda a sexta feira a soro e apenas bebidas.
Mas fui finisher apesar de ser mesmo o último atleta a cortar a meta...

Em 2018 fiz e concluí o Foz Côa Douro Ultra Trail, seguindo-se o Trail de Gondar em Abril, em Maio o PGTA 7 dias, em Julho estágio em altitude (falta escolher o local), em Setembro por enquanto é segredo, em Outubro poderá ser novamente o FCDUT e em Dezembro para continuar totalista, a Extreme Geres Marathon...

Continuará....

E continuou!

2019
Devido à fractura da perna/pé em Abril, fiz o Trail do Pote e o PGTA 170 km
Fiz antes os Trilhos de Viana, O Trail Pé do Negro e Trilhos Ocultos
 
Fui operado à perna esquerda dia 15 de Abril adicionando-lhe  parafusos e uma placa com 8 cm de comprimento, e uma recomendação de andar mês e meio com o respectivo gesso.
Ao fim de 8 dias, uma radiografia tirada, diz que o osso já tinha soldado. Ao nono dia, estava no mar já sem gesso, na água gelada a fazer fisioterapia, e nodia 10 de Junho estava a fazer a Serra Amarela Sky Marathon, mas apenas 23 km...
Em Dezembro mais uma Extremme Gerês Marathon, sendo ainda totalista de todas as Extreme...

Para 2020, tinha agendado algumas das mais importantes ultras do mundo, agendadas e inscrições feitas. As que já estavam pagas, eram as seguintes: Lavaredo Ultra Trail em Itália, 120 km em Junho; Grande Trail de Courmayeur em Itália, 100 km; Tor Drete em Itália, 130 km em Setembro; Finalmente Tor Malatrà também em Itália, 30 km finais de Setembro....
Todas elas anuladas.
Tinha cá em Portugal programadas os seguintes eventos: Trail do Pote, Trail Pé do Negro, Serra Amarela Sky Marathon, Ultra Trail Serra da Freita, Grande Trail Serra d'Arga, e Extreme Gerês Marthon.
Apenas deu para fazer os Trilhos de Viana 25 km em Janeiro, Transpeneda Gerês 167 km (como Vassoura) em Outubro e ainda em Outubro (uma semana depois do Gerês), dia 10 Sábado campeonato Nacional de Trail 30 km e dia 11 Domingo mais 17 km do Trail Curto.

Para o ano, continuará...

E continuou....

23  de Maio - MAT - Melgaço Alvarinho Trail 47 km

30 Maio - Trilhos Ocultos 30 km
 
4 de Junho - TPG Trans Peneda Gerês, 101 km

25 de Junho - Cortina Trail 50 km nos Montes Dolomites Cortina d'Ampezzo Itália

10 de Julho - Grande Trail Courmayeur 55 km Monte Branco Itália

12 de Setembro - Tor des Geants 340 km. Monte Branco, Monte Gran Paradiso, Monte Rosa e Monte Cervino. Devido a lesão no pé direito fui retirado da prova aos 20 km.

E terminei o ano de 2021 com o GTSA

1 de Outubro - GTSA Grande Trail Serra d'Arga, 110 km (Vassoura). 



12 Novembro 2014
actualizado em Janeiro de 2022




12 Novembro 2014

Quim Sampaio

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


ODISSEIA 2021 NOS ALPES ITALIANOS

Como já noticiei, no dia 17 de Junho de 2021, de "casa às costas" rumei em direcção a Cortina d'Ampezzo Nordest de Itália para participar no Cortina Trail.
Dia 25, pelas 08  horas em frente à Igreja de Cortina, foi dada a partida. Percurso já conhecido desde o Ultra Trail de Lavaredo 2015. O percurso desconhecido deste Ultra Trail de Cortina, tem a mesma beleza que a outra conhecida..

Posso dizer que o glaciar que passaei em 2015, este ano tinha muita água. Foi duro passar constantemente de um lado para o outro pelo meio da água quase congelada....Cheguei ao fim obtendo o 4º lugar no escalão.

Permaneci em Cortina durante 3 dias para apreciar a berleza daquelas paragens, seguindo depois para Courmayeur 800 km mais a norte.
Mais uns treininhos na zona e dia 10 de Julho, em frente ao Courmayeur Sport Center às 07 horas partida para o Grande Trail de Courmayeur. 55 km com 3.800m D+. Muito dura. Os 4 primeiros km a descer,  inicianadado-se aí uma subida muito longa de 20 km!!! Iniciaram-se na altitude de 800m atingindo passados 20 km os 2988 m!!!



Foi sempre com a moral bem alta. Finalizei tendo obtido o 2º lugar de escalão, com uma diferença de 5 minutos para o 1º... Como actualmente corro apenas e só para me divertir e não competir, diverti-me muito!!!


Proximo desafio, 12 de Setembro. Por lá fiquei (Courmayeur),
tendo percorrido todas aquelas montanhas Alpinas em redor da Vila. Todos os dias até 20 de Agosto subia até cerca dos 3.000 m (numeros redondos). Todos os dias raramente o tempo de treino era inferior a 6 horas!
A partir de 20 de Agosto, passei a fazer treino somente dia sim dia não.
O dia 12 de Setembro chegou e eufórico às 12 h comecei a grande aventura.
Apesar de vez enquando sentir uma dorzita no pé direito, estava confiante que o desafio seria para também levar ao fim.
Nada mais chocante. Ultrapassei a primeira montanha (Col de Arp 8 km), sempre com a moral em alta. Quando aos 18 km num trilho a descer e com inclinação acentuadíssima e muito técnica, torci o pé que por vezes  me doía. Arrastei-me até ao refugio aos 20 km.
Acabou-se uma vez mais o sonho acalentado há tanto tempo.
Este ano de 2022 já estou de novo inscrito, mas desta vez para o TorDret que são apenas 130 km.
Como tenciono partir nos primeiros dias de Agosto, sem preças, sem stress dos tempos de corte, vou fazer os 340 km!!! 

Darei notícias...











Quim Sampaio Ultratreiler

22 Jan 2022

domingo, 10 de fevereiro de 2019

CALENDARIO DESPORTIVO 2021


 

EM TEMPO DE PANDEMIA, O  MEU CALENDÁRIO DESPORTIVO

 

Tenho consciência que a actual situação pandémica no Planeta Terra espalhou o medo entre toda a gente e claro está entre os atletas. Da minha parte, medo medo , não tive. O que tive foi um grande respeito obrigando-me a ter toda a cautela. Não fui daqueles atletas que ficaram confinados em casa como muitos e muitos deles diziam que treinavam “virtualmente”. No quintal, no jardim, na quinta (nunca acreditei)… Eu não mudei praticamente nada no meu dia a dia. De manhã treinava, depois comprava pão para 3 ou 4 dias, peixe para 2 dias e o resto das compras, ao princípio do mês.

E treinava, treinava.

Neste ano de 2021, de acordo com os eventos que ia havendo, planeei todos aqueles que poderia ir.


Assim, Comecei em Maio com o Melgaço Alvarinho Trail. Como o objetivo era fazer ainda mais endurance tendo em vista o que pretendia fazer em Itália, fui “vassoura” com a companhia da Fernanda Esteves.




Ainda em Maio, chegaram os Trilhos Ocultos na Serra Amarela. No dia anterior ao evento, com um calor abrasador fui percorrer todo o percurso para verificar se estava tudo em ordem para os atletas poderem percorrer os trilhos sem qualquer percalço.






Dia 5 de Junho, Na linda aldeia do Lindoso, seguiu-se o Transpeneda Gerês os 4 Castelos. Uma vez mais “vassoura” dos 100 Km com a companhia do amigo Holandês Rene.




A 17 de Junho, abandonei Portugal ruma a Cortina d’Ampezzo onde iria começar a sério o ano desportivo. Acabaram-se os “vassouras”…


Dia 25 de Junho completei o Cortina Trail na distancia de 50 km, sendo finalista.

Dois dias para apreciar as belezas naturais dessa região, levantar “ferro” e apontar rumo a Courmayeur.

Finalista




Aqui, a 10 de Julho início do Grande Trail de Courmayeur, 55 km sendo também finalista

Por aqui tenho andado a completar a preparação para o grande desafio de 12 de Setembro.











Se tudo correr como espero, lá estarei no GTSA, (staff) para apoiar onde for necessário.




Em Outubro, 1 a 9, já novamente como “vassoura”, estarei

 no grade evento PTGA/FDTA.



Finalmente em Dezembro, quero continuar a ser totalista da Extreme Gerês Maratthon participando em tão belo evento.

Carlos Sá, conta comigo

 

Quim Sampaio

Julho de 2021

 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

CALENDÁRIO DESPORTIVO PARA O ANO 2020

Este ano não fui seleccionado/sorteado para a o evento dos meus sonhos: Tor des Geants percorrido através das 4 maiores montanhas dos Alpes: Mont Blanc (4.810 m), Mont Rosa (4.634), Mont Cervin (4.478) e Mont Gran Paradiso (4.061 m).
Os 353 km deste ano, passam por todos estes picos. Infelizmente das cerca de 3.000 pré-inscrições registadas, o meu nome não foi um dos 850 admitidos...

Arranjei por isso, alternativas em Portugal e Itália.
o calendário para 2020, para já será constituído pelas seguintes provas:









II Trilhos de Viana, 25 km já efectuado













V Trail do Pote, Gondar. 25 km no dia 22 de Março













VII Trail Sta. Luzia, Viana do Castelo.18 km no dia 5 de Abril











III Trilhos Ocultos, Entre-Ambos-os-Rios. 30 km no dia 26 de Abril











VII edição PGTA, Parque Nacional Peneda Gerês. 169 k(5 etapas), no dia 29 Abril











VI Melgaço Alvarinho Trail, Melgaço. 50 km no dia 24 de Maio










Serra Amarela SkyMarathon, Lindoso. 48 km no dia 14 de Junho










Lavaredo Cortina Trail, Cortina d'Ampezzo Montes Dolomite, Alpes Italianos 47 km no dia 26 de Junho










GranTrail Courmayeur, em Courmayeur. 100 km no dia 11 de Julho










TorDret, em Courmayeur. 130 km no dia 15 de Setembro












Tor30 Passage au Malatrà, em Courmayeur. 30 km no dia 19 de Setembro









GTSA serra de Arga, em Caminha. 43 km no dia 26 de Setembro











Penacova Trail do Centro, em Penacova. 43 km no dia 8 Novembro













Pé do Negro, em Ponte de Lima. 25 km no dia 15 de Novembro











Extreme Gerês Marathon, na Vila do Gerês. 42 km no dia 6 de Dezembro






E é este o calendário desportivo para 2020. Ambicioso? Sim. Mas pretendo cumpri-lo na integra com a adição provável de uma ou outra prova...

Quim Sampaio Ultratrailer

4 de Março de 2020

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019


GRANDE TRAIL SERRA d'ARGA



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Realizou-se no passado fim de semana (21 e 22 de Setembro) na serra d’Arga, local definitivamente batizado de “Meca do Trail em Portugal”, a IX edição do PGTA. Nove edições e nove presenças minhas no melhor Trail Nacional. Desta vez e mais uma a juntar a várias integrado no Staff da organização. No Sábado de manhã bem cedo percorrendo cerca de 15 km do percurso da prova “Raínha” (55 km) revendo as marcações para que tudo corresse de acordo com o programado, fiquei no local de junção das duas distâncias até que passassem todos os atletas.  Devido ao “temporal” que se abateu em toda a serra d’Arga, não consegui estar lá no alto mais que duas horas, descendo ao Cerquido já quando o frio era insuportável.

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Chegado aí, tive oportunidade de durante alguns minutos em que os atletas paravam para se alimentar ter várias pequenas conversas com muitos deles. Era verdadeiramente admirável o espírito de cada um. Apesar da intempérie, um sorriso rasgado em seus rostos, denotavam a grande satisfação de estarem a ser mais fortes que a tempestade. É verdade que alguns desistiram ali, outros mais à frente, mas nada tinha a ver com desanimo.
Quando mais tarde cheguei a Dem, auscultei muitos atletas, convidando-os a darem a sua opinião sobre este grande evento. Foram vários os testemunhos e todos a enaltecerem a “organização impecável, os abastecimentos cinco estrelas onde imperava a qualidade, a quantidade e a diversidade, a marcação irrepreendível onde era impossível haver possibilidade de se perderem”.

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Há Trail’s por esse país fora e no estrangeiro também que têm duas interpretações: as que são para repetir e as que são para esquecer. O GTSA, é daquelas que será sempre, ano após ano, para repetir.

No dia 22 cerca das 8h15 arranquei da Montaria rumo ao Pincho para rever as marcações naquele troço comum aos 27, 17 e caminhada. Tudo tinha que estar perfeito para que perfeito também fosse o 2º dia de provas. E até o S. Pedro ajudou que nos presenteou com um dia magnífico.

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Quando o “vassoura” da distância dos 27 km chegou à minha beira no Pincho, segui também como vassoura na companhia do Pedro Barbosa e lá seguimos até final, acompanhando ora uns ora outros atletas até que a partir dos 12 km tivemos durante os 15 restantes a companhia do meu “velho” amigo dos primórdios das corridas de montanha, Joaquim Avelino e sua filha Susana.
Chegados à meta, tiveram uma recepção talvez maior que o vencedor.  Ficaram imensamente comovidos e “dispararam”: A primeira vez que tivemos uma recepção desta envergadura”. Claro que “disparei” logo: Isto só é possível em eventos Carlos Sá… Claro que concordaram comigo e para o ano lá estarão presentes…
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Quim Sampaio - Ultra Trailer

25/09/2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019



PENEDA GERÊS TRAIL ADVENTURE 2019

STAFF
Após um ano de interregno (2018), eis que no passado dia 13 de Abril, volto a ter a honra de ser o “vassoura” das 7 etapas, iniciando esta bela tarefa pelas 17h desse dia.

De salientar que há apenas dois atletas que nas 6 edições participaram em 5. Quim Sampaio (2017 falhou por 15 dias antes ter partido uma perna) e Gerson Silveira. 

1ª Etapa – Ponte Misarela/Gerês, 27 km

Logo após o almoço, o autocarro levou todos os atletas (todos menos 2) até à partida, situada na ponte milenar, Ponte de Misarela. Os dois atletas que não partiram da Vila do Gerês de autocarro, foram o casal Linda Brink / Barry Oven que tinham chegado a acordo com a organização para nesse dia fazerem 100 km.


Linda
Partida da Serra do Larouco, perto de Montalegre às 2 horas da madrugada. hora para chegarem a Ponte de Misarela a tempo de começarem o PGTA. Quando já tinham “palmilhado” 75 Km e tinham ainda 27 para o final, chegaram. Chegaram e partiram logo de seguida.

Tiveram uma recepção calorosa dos atletas que estavam à espera deles para se dar início ao PGTA.Nessa altura reparo que a Linda tinha os dois joelhos ensanguentados, mas um deles bastante maltratado. Com o meu “Portunhês” perguntei-lhe como se sentia, respondeu bem, mas com muita dor. Foi neste momento que me apercebi do enorme erro que cometi ao esquecer-me do frontal.
Em Cabril o Sérgio emprestou-me um, mas tinha a bateria descarregada nem sequer chegou à cascata do Taiti, sendo atravessada de noite às escuras…

Barry
A partida foi dada e como é óbvio ocupo a minha posição, ultimo do pelotão... Logo á minha frente o casal amigo Holandês. Devido aos km percorridos acrescidos com as dores que a Linda sentia, a progressão foi lenta. Raramente conseguia correr.

Já perto da Pedra Bela local onde deixei de levantar as marcações por imposição do STAFF que estava no local. Aqui, creio que foi o Fernando que me emprestou um novo frontal. E esse sim, chegou até final. Foi também aqui que começou a chover bastante, tornando a progressão ainda mais difícil, mas finalmente chegamos à Vila do Gerês...

2ª Etapa – Gerês/Ponte da Barca, 42 km

Melanie e Carla André
Após ter dormido apenas uma parte da noite (1 e às 6hora), eis que às 8 horas é dada a partida em direcção a Ponte da Barca.
À medida que ia levantando as marcações, os atletas da cauda iam-se “revezando” ora uns ora outros isto atá meio da prova. A partir do meio até final, tive a bela companhia de uma atleta Americana: Melanie Owen.



3ª Etapa – Arcos de Valdevez/Arcos de Valdevez, 47 km

Rio Vez
Mais uma vez, Às 8h30 foi dada a partida para um circuito de aproximadamente 47 km, bem “durinhos” …
Foi bastante complicada para mim esta etapa… Depressa passei a ser “vassoura” de mim próprio, pois as marcações ao princípio eram muitas e em locais que o acesso não era muito fácil. Depois de atravessar o Rio Vez, 2 km à frente, começou a chover. Claro que o último atleta cada vez se afastava mais e ainda por cima a chuva engrossava cada vez mais.


Quando cheguei ao primeiro abastecimento, a chuva era muita, o frio, o vento e nevoeiro também. Continuei a subir até Avelar e depois até Lordelo. Ao chegar ao cimo de Lordelo tive a agradável companhia do Sérgio! Seguimos rapidamente até final no encalço da última atleta. Os deuses estiveram connosco no alto de Sistelo. Aí deixou de chover e o sol envergonhado aparecia de quando em vez.
Chegamos finalmente aos Arcos 3 ou 4 minutos depois dos dois últimos atletas: M. Penzen e Karen Penzen.

4ª Etapa – Sistelo/Lamas de Mouro, 23 km

Sistelo
Mais uma alvorada às 6 horas, porque a partida para Sistelo era às 7h30.
Eram 8h30 quando a partida foi dada num cenário do outro mundo. Sistelo, uma das sete maravilhas de Portugal, encanta e deslumbra quem a visita! A subida de 10km até à Branda da Aveleira, fez “estragos” em duas atletas uma Alemã, outra Holandesa. Elas viram que eu era o último e ia cheio de fitinhas, resolveram fazer-me companhia... KKK
À chegada a Lamas de Mouro, tivemos uma recepção por parte dos atletas que já tinham finalizado difícil de descrever. As atletas que tiveram a amabilidade de me acompanhar, foram a Gillian Hannon e Alexandra Malbon.

5ª Etapa – S. Gregório/Melgaço 19 km

Esta etapa, ao 5º dia, foi par descontrair e recuperar forças.
Onde Portugal começa
Corrida em paisagens deslumbrantes por trilhos Espanhóis e Portugueses sendo a maior parte do percurso junto ao Rio Minho, com uma altitude baixa.
Aqui tive a companhia de mais um casal Holandês (Neil Dawson e Lynda Talbot), que me “acompanhou” até à meta. Na parte final da prova, reparo que tinham colocado uma fita de marcação num fio eléctrico que serve para não deixar sair os animais do pasto. Ao tentar retirá-la, ia caindo de costas com o choque que apanhei….

6ª Etapa – Sra. Da Peneda/Lindoso 36,5 km


De novo alvorada às 6 horas para que a partida do santuário da Sra. Da Peneda se desse às 8h30.
Etapa com algumas peripécias. Pouco depois da partida, já quase no cimo da 1ª subida, uma Atleta regressa à partida porque tinha esquecido algo. Espero por ela e seguimos a bom ritmo, avistando dois atletas mais à frente, e quase de seguida foram ultrapassados por ela. Um pouco mais à frente são avistados mais 4 ou 5. Aqui o ritmo já era menor, mas mesmo assim deu para nos aproximarmos um pouco.


Uns 3 km antes de chegar à Gavieira, recebo um telefonema do Carlos Sá que me informa que está uma atleta perdida… Penso que teria saído do trilho provavelmente para ir ao WC e quando regressou já não havia marcações, já as tinha levantado..
Deixei ir embora o atleta que me acompanhava (que eu acompanhava) … , coloquei a mochila no chão e vou para trás à procura dela. Passados mais de 2 km, lá a encontro. Parece que encontrou “deus” pois o sorriso naquela cara cheia de lágrimas, foi de orelha a orelha. Era uma outra atleta! Não falava Português mas uma das poucas palavras que aprendeu,foi "obrigada" que repetiu inúmeras vezes até muito perto da Gavieira.

Ao outro dia, na etapa de Pitões de Júnia a Montalegre, no meio de um estradão estava escrito em letras muito grandes: OBRIGADA. Suponho que era dirigida a mim… Não era Sílvia???
Ao entrar na Gavieira reparo que as marcações eram mesmo muitas, dá ideia que a equipa do Zé Pereira queria “semear” as fitas a ver se nasciam mais…. Kkk.
Com tanta fita para recolher perdi completamente o contacto com a atleta que se tinha perdido.
Cerca de 2 km depois do Suajo, junta-se a mim um novo vassoura, (Tiago Costa) ajudando a recolher as fitas no resto do percurso. Ajuda preciosa!!!


7ª E ultima etapa – Pitões de Júnia/Montalegre, 30.8 km

Quim Sampaio e Sílvia Martins
Pitões de Junia
Sem grande história esta etapa, a não ser pela beleza ímpar desta aldeia Transmontana. É a 2ª aldeia mais alta de Portugal, com os seus 1140 metros.
Tive uma companhia excelente como vassoura a Sílvia Martins. Fez todo o percurso a meu lado.


Obrigado Sílvia.



Eis uma pequena história da minha passagem pelo PGTA 2019.

Carlos Sá
Agora, depois da minha odisseia durante estes 7 dias, queria falar um pouco do evento, colectivamente.
Que hei-de dizer? Apenas que a nível de Trail Runner, é sem qualquer sombra de dúvida, o melhor que em Portugal se faz, a par do Foz Coa Douro Trail Adventure. E não há pontos fracos!

Vamos começar aleatoriamente:

- Os melhores percursos!
- A paisagem mais bela!
- A variedade enorme de percursos diferentes!
- As distâncias adequadas para este tipo de prova (desnível, distância e duração)!
- Abastecimentos regulares com tudo o que o organismo precisa!
- STAFF com profissionalismo e simpatia!
- Marcações irrepreensíveis, sem haver possibilidade de erro!
- Acompanhamento médico, enfermagem e terapeuta durante todos os dias!
- Os melhores hotéis para pernoitar!
- Acima de tudo o profissionalismo, saber e desempenho do Director e organizador do evento, CARLOS SÁ.

Durante estes 7 dias em que há mais de 30 Países, a língua poderia ser entrave, mas não é. Um simples olhar, um gesto com as mãos e acima de tudo O "Portuganhês" que é apanágio de todos os Portugueses, é suficiente para se constituir uma verdadeira família. Acreditem, na hora da despedida, há lágrimas misturadas com os abraços e beijinhos...

Tudo que enunciei, é motivo mais que suficiente, é um apelativo  para que a 7ª edição a realizar em 2020, bata todos os recordes de participantes e Países.

Da minha parte (se for útil), com 73 anos lá estarei de novo, mais que não seja para acompanhar aqueles que não estarão sempre nos “melhores” dias e não se importam de ser os últimos…



Melgaço com energia!!!!

Quim Sampaio – Ultra Trailer
28/05/2019